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18/08/2013
01/08/2013
Mulher: A Maior Minoria - Parte VI

Com suas parceiras femininas, mães substitutas, os Homens podem transar,
fazer coisas que enquanto criança suas mães não deixavam. Talvez, então, para
os Homens, o sexo seja apenas uma reprodução do sexo que não tiveram com suas
mães. Edipiano demais?
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(continua na Parte VII)
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto
Mulher: A Maior Minoria - Parte V
É incompreensível como o sexo feminino se tornou apenas um produto.
Quando aconteceu? Qual a raiz histórica que iniciou a mulher em um mercado tão
bem engrenado que nos faz deixar o fato passar despercebido, sem ao menos
relevar a situação. Quando as histórias nos ensinaram que a mulher é apenas um
item de sobrevivência na bagagem do sexo masculino, e que ela só existe para
satisfazer, alimentar e cuidar do sexo oposto? Afinal, é o Homem, então, apenas
uma continuidade perpétua de uma criança que precisa ser mimada?
O Homem adulto, então, é apenas uma criança crescida, porém, imatura, que
precisa constantemente de atenção e cuidados? Por isso precisa da mulher?
Enquanto criança, ele tem suas mães... Enquanto adulto, busca nas mulheres as
mesmas características maternas.
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(continua na Parte VI)
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto
18/07/2013
Mulher: A Maior Minoria - Parte IV

O que se vende à mulher é o tradicionalismo da dona de casa, noveleira,
imatura, instável, incompreensível, mulher objeto que leva do marido uns tapas
na bunda e na cara, se sujeitando a todo tipo de humilhação... em troca do
romance que a prometeram.
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(continua na Parte V)
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto
17/07/2013
Mulher: A Maior Minoria - Parte III

Nós homens, deixando que nosso pinto seja mais racional que nosso
cérebro, e as mulheres, pensando exatamente a mesma coisa, mas, tentando
descobrir a maneira certa de compreender o modo como pensa nosso pinto, para
melhor se escravizar.
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(continua na Parte IV)
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto
Mulher: A Maior Minoria - Parte II

imagem de ficção. O mesmo acontece, por exemplo, quando o
entretenimento da pornografia se torna um vício. Em sua maioria como
espectadores, os homens acabam por criar um estereótipo generalizado de uma
mulher prostituída, e exigem de sua parceira fixa, ou casual, um comportamento
idêntico ao que se vê nos filmes. Uma mulher objeto.
A mulher objeto
só não é descartável por conta da repetição do ato de desvalorização. O homem
precisa da mulher objeto para ser manipulador, fazer dela um indivíduo
sexualmente submisso. A submissão da mulher no sexo se reflete na sociedade.
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(continua na Parte III)
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto
15/07/2013
Mulher: A Maior Minoria - Parte I

Tudo o que vemos são idealizações perfeitas, conceitos de mercado. O que
a sociedade tem, é o que a mídia e o mercado os obrigam a querer. Bundacentrismo, seiocentrismo, bengalomanía...
O mundo é um pinto!
(continua na Parte II)
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto
Mulher: A Maior Minoria
(abertura)
A maioria diz que “as coisas estão mudando”, que “tudo está ficando
melhor”. Mas, será mesmo? Onde as coisas estão mudando? Será que só eu não
estou percebendo? Outros dizem: “as mulheres estão crescendo cada vez mais no
mercado de trabalho, nas indústrias, no cinema, no comércio...”. Mas, será
mesmo? Onde estão todas estas mulheres? Será que só eu não estou percebendo?

Tudo o que eu vejo são bundas cada dia mais nuas, a supervalorização da mulher-bunda, a mulher-corpo. Tudo o que vejo em relação a outros postos de trabalho, com a suposta valorização da mulher intelectualizada, são mulheres menosprezadas por equipes, colegas de trabalho e chefes, que subjugam seus valores e suas capacidades, como alguém que está ali apenas para cumprir cota, ser mais sugestionável, controlada, discursando pela suas costas que suas funções e capacidades não vão muito além da esfera biológica de sujeitar-se ao sexo e gerar filhos, e o tradicionalismo social machista sexista de que a mulher serve apenas para o meio familiar, de boca fechada e pernas abertas.
(continua na Parte I)
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto
11/07/2013
O Amor está Morto - II
II

10/07/2013
O Amor está Morto - I
I

O Amor está morto
... abertura.
Afinal, depois que se perde a virgindade e se descobre que o sexo é muito
melhor que todos os milhares de sentimentos confusos que podem vir junto dele,
de que serve, então, o amor? Pra nada. O amor não serve pra nada! Bom, na
verdade, serve para algumas coisas: as mulheres ficam mais sensíveis; as
discussões entre casais fazem menos sentido; e as principais razões da
existência do amor como o conhecem hoje, vendem-se mais presentes e chocolates
no dia dos namorados. Amor de boutique! Amor comercial. Amor financeiro no
final do mês quando chega à fatura do cartão de crédito. Sim. Pra isso, sim. O
amor vende mais.

Será que os produtores de cacau e fabricantes de chocolate
também vendem seus produtos em troca de amor? Dá pra pagar o produtor de cacau
com chocolate? Rola um fondue aí?
26/04/2012
O Céu está em Chamas, Parte X

A verdade é que o mundo é grande demais, com pessoas demais fazendo algo
a todo instante. Na maioria das vezes, reproduções, cópias, futilidades...
Realmente, não faz diferença. E quando chega nossa vez, um estalo na mente e
tudo vira algo maravilhoso, original, tema dos próximos minutos no noticiário
local. Você acorda, cai novamente na realidade, e vê que isso também não faz a
menor diferença. O que nos move, então?
O Céu está em Chamas: Parte IX

A pergunta maior desta nona parte: porque o suicídio intelectual?
16/03/2012
O Céu está em Chamas - Parte VII

Sabem, não é raro percebermos o quanto alguém pode ser completamente
desagradável para conosco, ou para outrem. Pois, as pessoas estão sempre
mudando seu comportamento, e também sempre de maneira “estranha”. Digo isto
entre aspas, pois o conceito do que é ou não estranho é relativo, diz respeito
a cada exemplo comparativo. Mas uso esta palavra, “estranho”, querendo dizer
que alguém quase, e repito, quase nunca modifica-se de maneira proveitosa.
Alguém que conhecemos há bastante tempo de uma hora para outra tem seu
comportamento totalmente fora de seus próprios padrões, o que torna o convívio
social altamente prejudicial. Resumindo: penso que as pessoas estão sempre
procurando um modo de estragar tudo o tempo todo. Não conseguem perceber o quão
fáceis, por exemplo, são as respostas para uma situação ruim em sua vida;
fazendo tudo com a cabeça quente, sem ao menos refletir sobre a questão. Nós
olhamos em volta e vemos um bando de gente que prezávamos dando motivos para
que nos voltemos contra eles, ou ao menos pensemos mais de duas vezes para
dizer ao menos um “oi” na mesma calçada.
Porque as pessoas estão sempre estragando tudo à sua volta, e com seu
próximo? Porque diabos ninguém consegue por na cabeça que cada um toma conta de
sua própria vida, e o mínimo que podemos fazer, já que não consideramos a
amizade de alguém, e não interferir, não atrapalhar?
No dia seguinte, vamos fazer de conta que tudo está em seu lugar? Claro,
porque não? Porque sim? Porque estes malditos porquês?
O Céu está em Chamas - Parte VI

E esta é a resposta meus amigos: nós dificultamos as coisas o tempo todo
para nós mesmos. Devemos parar de sofrer por isto. Tudo é tão fácil, tão
simples em sua realidade. Mas mesmo assim gostamos de dificultar, prestar
desafios inúteis que não nos levam para lugar algum, e que por maioria nos
bloqueiam. Ou seja: nós mesmos nos bloqueamos, impedimos nossa continuidade. E
por fim choramos.
Ou também podemos resumir em outra frase bem simples, que explica muita
coisa ao redor de nossa pequena e flagelada vida: ela é apenas, simplesmente,
uma mulher.
O Céu está em Chamas - Parte V

Tudo bem; é verdade que está parte deste livro medíocre não demonstra o
menor sentido em suas palavras. Porém, o que possui sentido em nossos dias? O
Ser humano se resume a isto... A exatamente isto: uma completa falta de
sentido, de razão de ser. Sua existência é incompreensível e desnecessária.
Deixo minha visão nietzschiana de lado a respeito destas dissertações.
Mas proponho uma revisão dos “valores” niilistas da existência e dos valores da
humanidade. Para quê vocês servem afinal?
08/02/2012
O Céu está em Chamas - Parte 4
Parte IV
O que podemos fazer em relação a nós mesmos? Quero dizer: o que somos
para nós mesmos? Será que esta é uma pergunta que nos possamos fazer? Será que
entendemos tal questionamento? Penso que não. Absolutamente não. O Homem não
está preparado para entender e explicar a si mesmo – mesmo sendo isto o que
deveria ao menos tentar fazer: refletir sobre si, sobre seus atos,
conseqüências, pensamentos, ideologias... Tudo o que diz respeito ao si mesmo de cada um. Isto faria com que
nos tornássemos um pouco melhores humanamente falando, intelectualmente
pensando. Porém, as pessoas têm preguiça de pensar. É muito mais fácil viver do
ócio, receber comida na boca – ou por tubos em uma cama de hospital, urinando
sangue e pus e defecando por sondas.
Este não é um livreto para compor sentimentos de pena pela raça humana.
Ao contrário, absolutamente. Foi escrito com o propósito de socar a cara de
cada um, bem no meio, no nariz. Talvez assim todos nós acordemos deste sono
utópico chamado vida. A pena é um
sentimento de fraqueza. Um sentimento que nos desmotiva e nos impede de
prosseguir nosso caminho rumo à evolução. O sentimento de pena, de dó, faz-nos
olhar para quem merece ser punido e pensar mais de duas vezes sobre o assunto.
Porém, ao contrário de nós, aqueles que merecem ser punidos não possuem o mesmo
sentimento de clemência. Eles se levantam com o propósito de continuar sua vida
inútil, fazendo coisas das quais Ser humano algum deveria se orgulhar,
prejudicando ou não ao próximo. Os sentimentos de fraqueza destroem o Homem e
sua natureza. Tomemos cuidado principalmente com os ensinamentos cristãos,
religiosos. Estes sim são venenos. Aqueles que não devemos em momento algum pôr
em nossos lábios. Uma mulher que mantêm sua vida sexual extremamente ativa, e
aberta ao público, em minha singela opinião, merece muito mais respeito que
estes malditos religiosos, moralistazinhos mentirosos (salvo exceções?).
...
O Céu está em Chamas - Parte 3
Parte III
Vão agora algumas dicas:

Primeira: nunca confiem demais em uma pessoa. Principalmente se esta for
uma mulher ou um homem ao seu lado, ou um “melhor-amigo” de tempos e tempos.
Pois, hora ou outra uma decepção soca nossa cara como um lutador de vale-tudo.
Nunca, em absoluto, podemos confiar fervorosamente em alguém. Este é um
sentimento errôneo, indesejado... Que nos leva a uma eterna dúvida sobre a
própria confiança. A queda se torna muito menor quando já estamos preparados
para o tombo.
Segunda: duvidem o tempo todo de tudo e de todos. Isto torna os
relacionamentos mais verdadeiros, independentemente da contradição exposta. Como
podemos duvidar e sermos verdadeiros ao mesmo tempo? Simples, a dúvida nos faz
criticar os fatos, e também nos alerta sobre a realidade.
Terceira: por mais que digam que o Homem é lembrado por seus feitos e
pensamento mesmo depois de sua morte, sempre há alguém em um futuro não muito
distante disposto a fundamentar melhor suas teorias, levando seus pensamentos
ao esquecimento. Somos todos descartáveis, esta é a verdade do futuro.
Quarta: o que é o amor? Pois, se não somos capazes de conhecermos todas
as pessoas do planeta, como podemos saber e escolher uma pessoa certa para
dividirmos e passarmos nossos eternos momentos de vida? Como é possível, sendo
que há bilhões de pessoas por aí que nunca conheceremos? O amor, então, é um
sentimento de desistência e de um sussurrado “Ah, pode ser essa pessoa mesmo.
Não é bem o que eu gostaria, mas...”. Um sentimento ocasional, ao acaso, quase
sem querer.
Quinta; e esta dica é para os homens: Nunca confiem em uma mulher linda e
inteligente. Por quê? Por que é o diabo! Sim. Ou no mínimo um súcubo. Sabe o
que é isto? Procurem em um dicionário mais próximo. É um demônio feminino...
Vão gostar do resto da designação. Não existe uma mulher linda e inteligente de
verdade (que não seja uma ameaça, um perigo – mesmo que prazeroso). Isto não
pode acontecer. É como segurar o Sol com nossas mãos. Ou, melhor, chover no Sol.
É uma coisa impossível, impensável, inexistente. Sendo assim, lembrem-se bem
desta quinta dica, pois é muito valiosa. Questionem seus próprios sentimentos.
Usem o cérebro, ao invés dos testículos.
Sexta: trabalhem para viver. Não façam o contrário, o que a grande
maioria ignorante sempre faz; que é: viver para trabalhar. Isto é ridículo, e
dizem ser uma boa coisa. Isto está completamente errado. Pois, quando terão
tempo para viver? Quando tiverem idade o suficiente para serem considerados
múmias-vivas? Quando sentirem-se dispostos apenas para andar algumas quadras,
quando muito, ou discarem o número da farmácia para comprar remédios? Aquela
conversa de que o trabalho dignifica o Homem, ou que trabalhar é ser saudável,
ou qualquer bosta que digam a respeito, isto está completamente fora, distante
de ser uma máxima. É coisa de protestante, de um bando de cristãos sem caráter,
sem raciocínio, cegos... Submissos. Os índios trabalham apenas para garantirem
sua existência (quando o mundo “civilizado” não os mata primeiro). Eles sim são
felizes. Eles caçam sua carne, plantam a maioria de seus alimentos, desenvolvem
medicinas naturais que são bastante eficazes (e nós somos inteligentes?) Nós,
no entanto, ainda acreditamos na modernidade. Ou seja: no sistema escravocrata
“livre-assalariado” que nos garante... O que mesmo?
...
O Céu está em Chamas - Parte 2
Parte II

Agora, como podemos pensar em sermos felizes quando estamos cobertos até
o pescoço com problemas bestas, empregos que não nos deixam viver, e uma vida
confusa cheia de falta de crítica e raciocínio lógico, óbvio? Como podemos
pensar em mudar algo em nossas vidas quando ao menos reconhecemos que possuímos
uma, e que esta nossa vida está
ligada inteiramente ao mundo de trabalho, ou ao capitalismo neoliberalista, ou
seja lá qual for o motivo pelo qual somos completamente cegos?
Não podemos viver entregando os pontos àqueles que pensam possuir o poder
sobre nós. Vamos sair do campo de plantio e colheita de fabricação de
mão-de-obra, e vamos partir direto para o campo de batalhas. Este sim é o correto.
O que devemos fazer. O Homem se tornou escravo do tempo industrial, do consumo
daquilo que nós mesmos fabricamos e inventamos. Tornamos-nos escravos de nossas
próprias anti-necessidade; isto sim é verdade. Esta é a era do consumo de
não-necessidade. Consumimos, compramos o que não precisamos a preços
bizarramente altos. Alguém inventa uma falsa promoção, de algo que custa mil
reais, aumenta este preço propositadamente para mil e quinhentos, e faz a
propaganda de mil e cem, chamando isto de promoção. E nós, claro, sem ao menos
necessitar, abrimos nossos olhos podres e iludidos em um sorriso indecente,
corremos para a loja e deixamos mais da metade de nosso salário em uma entrada,
parcelando o restante ao período do resto do ano; o que eleva o preço para quase
uma vez e meia a mais do preço original (mas é claro que ninguém faz questão de
lembrar deste detalhe). E ficamos contentes... Ou não? Somos vítimas de nossa
própria ilusão. Que esplêndido... A santa ignorância impera. Aleluia.
Queimem sua moral iludida, senhoras e senhores, e voltem à realidade. Não
como o clichê de voltarmos para o futuro. O passado nunca termina, e vivemos o
presente como se este não fosse nosso tempo real. O que há de errado
humanidade? Qual é o problema das pessoas? Porque querem destruir a si mesmas?
Queimem-se vivos. Isto sim é o melhor que podem fazer. Pois, se os velhos
costumes morrem com as velhas pessoas; então estes novos e medíocres costumes
alienados e alucinados morrerão também com a sociedade pós-moderna. Quem sabe
assim nasça uma nova identidade humana de realidade.
O Homem odeia a si mesmo, pois é uma variedade de si mesmo. Não consegue
ser original. Reinventa o que nunca fora inventado, e diz não estar contente.
Por isto as coisas não dão certo: pois são cópias do que nunca fora inventado
anteriormente. Somos, hoje, uma idéia de ser humano que ninguém teve o prazer
de sonhar com. Onde estaria o original? Ou somos apenas fruto de cópias sem
essência? Isto parece muito mais provável. Nada de platonismo. Este parece ser o
resumo da ópera humana.
...
O Céu está em Chamas - Parte 1
Parte I


A pergunta que podemos fazer para o começo seria: por que razão os Homens
estão tentando destruir suas cidades, seus países, seu planeta, e,
principalmente, a si mesmos? Qual seria a maldita razão para isto? Existe hoje
em dia um grande “que se foda tudo”. E ninguém mais leva a si mesmo a sério. O
que é uma coisa muito ruim. Por quê? Por alguma maldita razão. Sabe-se lá qual.
Talvez sua própria existência. O que vale mais a pena para cada um? Ser um
Homem, ou uma parasita, um rato?
Tudo bem, é verdade que hoje vivemos em um mundo de cerveja sem álcool,
cigarro sem nicotina, café sem cafeína, sexo sem prazer... Amor sem amor,
felicidade comprada em supermercados ou uma loja qualquer. Isto pode parecer um
pouco chato, um tanto irritante, uma merda de realidade sem essência. Mas é
esta á questão: tudo o que se consume, parece não ter sua verdadeira essência.
Estaria o Homem se afastando também da sua? Sim, senhoras e senhores.
Bem-vindos ao ilusionismo social. Um circo de horrores no qual as personagens
principais somos nós mesmos. Pagamos para assistir cada ato, e consideramos
tudo uma verdadeira porcaria, pois ao menos isto nós fazemos certo.
Está certo, este não é para ser um livro de auto-ajuda. Até por que
imagino que esta droga de auto-ajuda é uma tremenda besteira. Quem é o idiota
que acredita? Todos. É verdade. Do contrário não se tornariam best-sellers. É o
que todos procuram. O que faz a alegria das pessoas dignas de piedade. Aquelas
que não são capazes de olhar para si mesmas, encontrar o erro, se é que exista
algum, e resolvê-lo. Livros de auto-ajuda dão uma grande mentira. Este aqui é
um livro de auto-rejeição. Ou apenas uma merda qualquer escrita para chamar a
atenção. Isto sim pode ser mais conclusivo. Um mais um livro medíocre aos
mesmos leitores. O fato é que: auto-ajuda não ajuda ninguém.
Há alguns anos atrás percebi o quão hipócritas são as pessoas. Em outro
livro chamei isto de hipocrisia-hipócrita. Pois, ela finge a si mesma. As
pessoas mentem tanto que acabam mentindo para as próprias mentiras. A verdade
nunca está presente. Ao invés de corrigirem um erro, um “engano” mal dito,
preferem inventar outra história que dê uma nova maquiagem aos fatos, e
expliquem melhor e facilmente as coisas. Mas a verdade é dura e crua demais.
Quem sabe por este mesmo motivo é que existam vários alcoólatras modernos: um
gole de whiskey ajuda descer melhor o gosto amargo e pesado da verdade, nunca
dita em público.
Mas vamos falar um pouco sobre um dos maiores vícios, talvez o maior, que
o Homem um dia possa ter sentido: a companhia; a união, a convivência afetiva.
Por qual razão as pessoas não conseguem viver um pouco mais sozinhas? Porque
esta necessidade quase doentia de possuir alguém ao nosso lado? Mal saem de um
relacionamento e logo caem de cara em outro, com uma pessoa quase desconhecida.
Este é um vício fatal, catastrófico, lamentável. O ser humano é dependente
desta droga. Por quê? Porque é fraco. Necessita de alguém ao seu lado para se
apoiar. Não julgo isto um erro. No entanto, onde está seu instinto de
sobrevivência? Onde está a mais-força? Tentem isto, pessoas: unam-se
primeiramente a si mesmos, e descubram-se desta maneira. Existe um prazer quase
sexual neste ato. A solidão é a angústia temida pelo Homem. Mas pode ser muito
bem trabalhada. Isto impede que nos lamentemos por uma relação conjugal um
tanto infeliz; a solidão impede a traição de qualquer forma apresentada. E esta
não é uma conversinha de um solitário oficial. Existe um fundo de racionalidade
nesta questão, que devemos entender e lapidar.
Existem algumas verdades sobre o Homem, as quais conhecemos muitíssimo
bem, mas que não damos o braço a torcer para
acreditar que somos assim. A primeira é que o Homem é um ser totalmente imerso
em oportunismo. Somos capazes de tudo para abocanharmos uma chance qualquer,
que nos valerão algum dinheiro à mais, ou uma boa noite de prazer em uma cama
barata de motel, ou um beco escuro com baratas, ou com uma mulher barata. O
oportunismo está presente em nossos instintos primais. Mas é de seu caráter
moderno que devemos nos envergonhar um pouco, e talvez mudar alguns hábitos. O
Homem também é um posso de mentiras. Mas isto nós já sabemos bem, e discutimos
um pouco acima. O Homem mente para si mesmo, e acredita piamente em suas
próprias ilusões e falsidades. Ser vazio, obsoleto, fútil, também é um vício,
uma realidade do ser humano. Para que sermos mais, tornamo-nos melhores, se
conhecemos muito bem a acomodação, o ócio?
O Homem também é um ser verdadeiramente contraditório. É muito difícil
hoje em dia encontrarmos um alguém que leve-se à sério a ponto de não contrariar-se,
a ponto de considerar-se valioso o bastante em suas palavras, atos, desejos,
etc. Hoje um homem não é visto com bons olhos caso este se valha da companhia
de uma garota mais nova, ou até mesmo menor de idade, entre seus dezesseis ou
dezessete anos, nada muito absurdo. E com as mulheres este moralismo moderno
funciona mais ou menos da mesma forma. Uma mulher é tida como vagabunda caso
tenha consigo um garoto mais novo. Dizem que esta gosta de garotos viris,
durões, se é que me entendem. Mas a verdade é que vendamos nossos olhos para
toda esta falsa moralidade, pois as necessidades humanas, em relação à união,
seja lá de qual maneira, são ainda mais fortes. As pessoas deixam, novamente, a
realidade de lado; e enfiam-se em um buraco fétido de estrume, e vicioso,
chamado falsa-realidade. Uma realidade montada de acordo com suas necessidades
individuais – fazendo com que as pessoas com que se quer algum tipo de convívio
acreditem e vivam também neste mundo. O que é errado é errado apenas para com
os outros. Ou seja: não serve para nós mesmos. Apontamos o dedo na cara das
pessoas para julgar-lhes. Mas quando somos julgados, isto nos incomoda
mortalmente. E mais uma vez fechamos os olhos para nós mesmos. Pois, não temos
coragem de julgar-nos a si próprios. Eis a necessidade da fantasia, da
hipocrisia-hipócrita.
...
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