Mostrando postagens com marcador O Céu está em Chamas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Céu está em Chamas. Mostrar todas as postagens

18/08/2013

A ausência da noção de humanidade.

A aproximação do individual aumenta ainda mais a solidão da consciência... Mesmo rodeado.
 
Já não se sabe se estamos vivos, acordados, dormindo... sonhando a realidade em um contexto até então desnecessário... Ou não.
 
 

01/08/2013

Mulher: A Maior Minoria - Parte VI

Pode parecer freudiano, mas não é essa a intenção. Para os Homens, a única diferença entre as mulheres mães e mulheres parceiras, é o ato do sexo. Não o sexo em si, mas o ato. Pois, enquanto criança, os sentimentos do homem pelo ser humano mãe são praticamente sexuais, o prazer do carinho, da dedicação, dos cuidados; o amor materno que satisfaz o Homem. Quando adulto, então, a única diferença da mãe para a parceira é a realização do sexo em si.
Com suas parceiras femininas, mães substitutas, os Homens podem transar, fazer coisas que enquanto criança suas mães não deixavam. Talvez, então, para os Homens, o sexo seja apenas uma reprodução do sexo que não tiveram com suas mães. Edipiano demais?


_________________
(continua na Parte VII)
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto

Mulher: A Maior Minoria - Parte V

É incompreensível como o sexo feminino se tornou apenas um produto. Quando aconteceu? Qual a raiz histórica que iniciou a mulher em um mercado tão bem engrenado que nos faz deixar o fato passar despercebido, sem ao menos relevar a situação. Quando as histórias nos ensinaram que a mulher é apenas um item de sobrevivência na bagagem do sexo masculino, e que ela só existe para satisfazer, alimentar e cuidar do sexo oposto? Afinal, é o Homem, então, apenas uma continuidade perpétua de uma criança que precisa ser mimada?
O Homem adulto, então, é apenas uma criança crescida, porém, imatura, que precisa constantemente de atenção e cuidados? Por isso precisa da mulher? Enquanto criança, ele tem suas mães... Enquanto adulto, busca nas mulheres as mesmas características maternas.

_________________
(continua na Parte VI)
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto

18/07/2013

Mulher: A Maior Minoria - Parte IV

Voltando a questão da imagem da mulher como objeto sexual. O que no último século, vemos acontecer com a mulher e suas conquistas sociais? Tudo o que se vende à mulher, desde sua infância com desenhos mágicos, passando pela adolescência com o furor do amor e chegando a fase adulta, são propagandas idênticas de como ser feliz com o máximo de romance possível na vida. Ninguém vende à mulher uma imagem de conquista profissional, evolução intelectual e noções reais de igualdade.
 
O que se vende à mulher é o tradicionalismo da dona de casa, noveleira, imatura, instável, incompreensível, mulher objeto que leva do marido uns tapas na bunda e na cara, se sujeitando a todo tipo de humilhação... em troca do romance que a prometeram.
 
_________________
(continua na Parte V)
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto

17/07/2013

Mulher: A Maior Minoria - Parte III

O lance é o seguinte: de tanto ser bombardeado por apelos sexuais um mais ridículo e tesônico que o outro, os homens são condicionados a tratar todas as mulheres como objetos sexuais, e as mulheres, por sua vez, de tanto receber as informações de que tudo é mais fácil se usarem cada vez menos roupa e abrirem mais as pernas, são condicionadas a vender sua própria imagem como se fossem aqueles docinhos deliciosos na vitrine. E no final nas contas, é a velha e traiçoeira concorrência de mercado, oferta e procura, entre outras brincadeiras.
 
Nós homens, deixando que nosso pinto seja mais racional que nosso cérebro, e as mulheres, pensando exatamente a mesma coisa, mas, tentando descobrir a maneira certa de compreender o modo como pensa nosso pinto, para melhor se escravizar.
_________________
(continua na Parte IV)
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto

Mulher: A Maior Minoria - Parte II


Comprar a imagem desvalorizada da mulher vendida pela mídia é criar a consciência coletiva negligente em relação à igualdade do indivíduo feminino, e, pior que isso, apaixonar-se por uma
imagem de ficção. O mesmo acontece, por exemplo, quando o entretenimento da pornografia se torna um vício. Em sua maioria como espectadores, os homens acabam por criar um estereótipo generalizado de uma mulher prostituída, e exigem de sua parceira fixa, ou casual, um comportamento idêntico ao que se vê nos filmes. Uma mulher objeto.
 
A mulher objeto só não é descartável por conta da repetição do ato de desvalorização. O homem precisa da mulher objeto para ser manipulador, fazer dela um indivíduo sexualmente submisso. A submissão da mulher no sexo se reflete na sociedade.
 
_________________
(continua na Parte III)
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto

15/07/2013

Mulher: A Maior Minoria - Parte I

Começamos o século 21 “conquistando” coisas que nunca antes havíamos imaginado. Socialmente, por exemplo, a imagem da mulher está cada dia mais inserida em nosso cotidiano. Para onde quer que olhemos, lá estão às mulheres, com seus corpos fenomenais, praticamente plásticos, perfeitos... Tão perfeitos que parecem saídas de formas idealizadas por gênios megalomaníacos, corporativistas e punheteiros. Afinal, quantos homens no mundo real têm a seu lado uma boneca Barbie em tamanho real?
 
Tudo o que vemos são idealizações perfeitas, conceitos de mercado. O que a sociedade tem, é o que a mídia e o mercado os obrigam a querer. Bundacentrismo, seiocentrismo, bengalomanía... O mundo é um pinto!
 
(continua na Parte II)
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto

Mulher: A Maior Minoria

(abertura)
 
A maioria diz que “as coisas estão mudando”, que “tudo está ficando melhor”. Mas, será mesmo? Onde as coisas estão mudando? Será que só eu não estou percebendo? Outros dizem: “as mulheres estão crescendo cada vez mais no mercado de trabalho, nas indústrias, no cinema, no comércio...”. Mas, será mesmo? Onde estão todas estas mulheres? Será que só eu não estou percebendo?
 
Se elas estão crescendo cada vez mais no mundo, ascendendo dia após dia em posições que antes não ocupavam, sendo mais respeitadas e inclusas na sociedade de forma geral, então, porque tenho a contínua sensação de que as mulheres ainda são a minoria, e fortemente desrespeitadas pela sociedade?

Tudo o que eu vejo são bundas cada dia mais nuas, a supervalorização da mulher-bunda, a mulher-corpo. Tudo o que vejo em relação a outros postos de trabalho, com a suposta valorização da mulher intelectualizada, são mulheres menosprezadas por equipes, colegas de trabalho e chefes, que subjugam seus valores e suas capacidades, como alguém que está ali apenas para cumprir cota, ser mais sugestionável, controlada, discursando pela suas costas que suas funções e capacidades não vão muito além da esfera biológica de sujeitar-se ao sexo e gerar filhos, e o tradicionalismo social machista sexista de que a mulher serve apenas para o meio familiar, de boca fechada e pernas abertas.
 
(continua na Parte I)
 
Obs: Os textos "Mulher: A Maior Minoria" e "O Amor Está Morto", fazem parte do livro "O Céu está em Chamas" - Marco Buzetto

11/07/2013

O Amor está Morto - II

II

Se pudéssemos comparar, com o que compararíamos o amor? Bom, sinceramente, porque não podemos? É apenas um sentimento. Interpretações do cérebro às milhares de reações químicas que acontecem a cada segundo em nosso corpo. Nosso organismo nos pregando algumas peças, ou tentando nos alertar, como se fumássemos uma pedra de crack, o quão perto da loucura nós estamos. Afinal, não é isso o amor, uma droga das mais pesadas... Um passaporte para a loucura sem volta. O amor é um vício que nos obriga a tê-lo, a querê-lo, a senti-lo, para que consigamos todos os bônus que vêem com ele. Será que é mais fácil levar alguém pra cama sem convencê-lo que existe amor envolvido na jogada?

10/07/2013

O Amor está Morto - I

I
 
Como não dizer que o amor está morto? Você pode provar que não? Com quantos argumentos? Pode me convencer de que o amor não está morto? Ou melhor: pode convencer a si mesmo que o amor não está morto, e lá no fundo do nosso consciente ou inconsciente, esse sentimento ainda vale a pena? Talvez nós estejamos no fim da linha. É, pode ser isso mesmo. Talvez a insanidade proporcionada pelo amor fascista, ou popularesco, tenha ferrado tanto com nossas mentes, que não conseguimos mais nos ver sem esse sentimento. Parece até que quem não ama, não vive, ou não é feliz, ou não tem escolhas. Ou você ama, ou está morto por dentro.
 
 

O Amor está morto

... abertura.

Afinal, depois que se perde a virgindade e se descobre que o sexo é muito melhor que todos os milhares de sentimentos confusos que podem vir junto dele, de que serve, então, o amor? Pra nada. O amor não serve pra nada! Bom, na verdade, serve para algumas coisas: as mulheres ficam mais sensíveis; as discussões entre casais fazem menos sentido; e as principais razões da existência do amor como o conhecem hoje, vendem-se mais presentes e chocolates no dia dos namorados. Amor de boutique! Amor comercial. Amor financeiro no final do mês quando chega à fatura do cartão de crédito. Sim. Pra isso, sim. O amor vende mais.
 
Será que os produtores de cacau e fabricantes de chocolate também vendem seus produtos em troca de amor? Dá pra pagar o produtor de cacau com chocolate? Rola um fondue aí?

26/04/2012

O Céu está em Chamas, Parte X

Torna-se impressionante para nós algo que almejamos fazer por muito tempo, quando um dia olhamos para trás com aquela cara de “consegui. Eu fiz”. Muitas vezes algo que não faz o menor sentido para ninguém, menos para gente. Alguma coisa como andar de bicicleta sem cair, ou correr trinta minutos sem colocar as mãos nos joelhos respirando como se estivéssemos morrendo. Coisas até mesmo como escrever uma droga de livro. Isto realmente acontece, e não faz a menor diferença. Continuamos sendo nós mesmos, sem mudar nada, sem acrescentar ou retirar qualquer coisa de nossas vidas. Fazemos coisas o tempo todo, e nem sempre isso muda a realidade a nossa volta. Talvez nós não estejamos fazendo direito, ou, realmente não faz a menor diferença.
 
 
A verdade é que o mundo é grande demais, com pessoas demais fazendo algo a todo instante. Na maioria das vezes, reproduções, cópias, futilidades... Realmente, não faz diferença. E quando chega nossa vez, um estalo na mente e tudo vira algo maravilhoso, original, tema dos próximos minutos no noticiário local. Você acorda, cai novamente na realidade, e vê que isso também não faz a menor diferença. O que nos move, então?

O Céu está em Chamas: Parte IX


Um incômodo também existente na vida das pessoas – e não estou falando das mulheres, mas isto também faz parte de sua natureza – é a covardia presente no olhar e na fala de cada um. Antes de conseguir, por exemplo, darem início a uma mísera conversa sobre um problema atual, um fim de relacionamento, casamento, demissão, que seja, antes de chegar-se ao fato em si, é construída toda uma história teatral, ou metáforas, ou contos sem nenhum tipo de lição de moral previamente determinado e com o menor sentido ao fato discutido. Quero dizer: porque esta covardia toda? Por qual maldita razão as pessoas não conseguem ser verdadeiras e diretas umas com as outras, e estas, por sua vez, não levem tudo para o lado pessoal, sabendo aceitar ou criticar, mas sem violência verbal? Porque é tão difícil para estes cretinos humanos utilizar-se de sua razão apenas, principalmente em momentos nos quais esta é fundamental? Quando tudo tem sua obrigação de ser resolvido com a razão, e não com o maldito coração. Porque a covardia senhoras e senhores? O medo é real? Medo de quê? De si mesmos? Do corpo coletivo de ignorâncias e limitações? Ou seja: novamente, medo de si mesmos? Quem é a maldita vaca, ou o maldito pasto?
A pergunta maior desta nona parte: porque o suicídio intelectual?

16/03/2012

O Céu está em Chamas - Parte VII


Sabem, não é raro percebermos o quanto alguém pode ser completamente desagradável para conosco, ou para outrem. Pois, as pessoas estão sempre mudando seu comportamento, e também sempre de maneira “estranha”. Digo isto entre aspas, pois o conceito do que é ou não estranho é relativo, diz respeito a cada exemplo comparativo. Mas uso esta palavra, “estranho”, querendo dizer que alguém quase, e repito, quase nunca modifica-se de maneira proveitosa. Alguém que conhecemos há bastante tempo de uma hora para outra tem seu comportamento totalmente fora de seus próprios padrões, o que torna o convívio social altamente prejudicial. Resumindo: penso que as pessoas estão sempre procurando um modo de estragar tudo o tempo todo. Não conseguem perceber o quão fáceis, por exemplo, são as respostas para uma situação ruim em sua vida; fazendo tudo com a cabeça quente, sem ao menos refletir sobre a questão. Nós olhamos em volta e vemos um bando de gente que prezávamos dando motivos para que nos voltemos contra eles, ou ao menos pensemos mais de duas vezes para dizer ao menos um “oi” na mesma calçada.  Porque as pessoas estão sempre estragando tudo à sua volta, e com seu próximo? Porque diabos ninguém consegue por na cabeça que cada um toma conta de sua própria vida, e o mínimo que podemos fazer, já que não consideramos a amizade de alguém, e não interferir, não atrapalhar?

No dia seguinte, vamos fazer de conta que tudo está em seu lugar? Claro, porque não? Porque sim? Porque estes malditos porquês?

O Céu está em Chamas - Parte VI


Certa vez, ainda neste planeta, alguém me perguntou por que razão eu era uma pessoa tão difícil de lidar. E eu respondi apenas o seguinte: não sou uma pessoa difícil, o problema é que sou fácil demais. Esta é a verdadeira dificuldade em se entender um Homem sábio (sim, blasfemo contra mim mesmo, chamando-me de sábio. Talvez esta seja uma análise narcisista, porém, presumo, compreendo e aceito minha evolução intelectual, apesar desta estar sendo utilizada para escrever coisas sem importância como este tal “O Céu está em Chamas”. Quem, diabos, escreve uma besteira destas, e se acha bom o bastante).
E esta é a resposta meus amigos: nós dificultamos as coisas o tempo todo para nós mesmos. Devemos parar de sofrer por isto. Tudo é tão fácil, tão simples em sua realidade. Mas mesmo assim gostamos de dificultar, prestar desafios inúteis que não nos levam para lugar algum, e que por maioria nos bloqueiam. Ou seja: nós mesmos nos bloqueamos, impedimos nossa continuidade. E por fim choramos.

Ou também podemos resumir em outra frase bem simples, que explica muita coisa ao redor de nossa pequena e flagelada vida: ela é apenas, simplesmente, uma mulher.

O Céu está em Chamas - Parte V


O que pensar a respeito do comportamento humano em tom de degeneração geral da sociedade? Podemos dizer que este tipo de pessoa não pensa, por um segundo sequer, em conseqüências reais. São imediatistas, minimalistas intelectuais. Sequer possuem uma intelectualidade. Devemos respeito principalmente aos organismos unicelulares, por exemplo, às amebas. Cumprem sua função, que normalmente não sabemos qual é, e vivem o bastante para pensar que tudo está correto no mundo... Correto o bastante em suas vidas, para que estas possam prosseguir sem mais problemas. O que há errado em uma boa cervejada, muita droga e prostitutas... Ainda mais se estas foram cristãs fervorosas por debaixo da batina?
Tudo bem; é verdade que está parte deste livro medíocre não demonstra o menor sentido em suas palavras. Porém, o que possui sentido em nossos dias? O Ser humano se resume a isto... A exatamente isto: uma completa falta de sentido, de razão de ser. Sua existência é incompreensível e desnecessária.

Deixo minha visão nietzschiana de lado a respeito destas dissertações. Mas proponho uma revisão dos “valores” niilistas da existência e dos valores da humanidade. Para quê vocês servem afinal?

08/02/2012

O Céu está em Chamas - Parte 4

Parte IV


O que podemos fazer em relação a nós mesmos? Quero dizer: o que somos para nós mesmos? Será que esta é uma pergunta que nos possamos fazer? Será que entendemos tal questionamento? Penso que não. Absolutamente não. O Homem não está preparado para entender e explicar a si mesmo – mesmo sendo isto o que deveria ao menos tentar fazer: refletir sobre si, sobre seus atos, conseqüências, pensamentos, ideologias... Tudo o que diz respeito ao si mesmo de cada um. Isto faria com que nos tornássemos um pouco melhores humanamente falando, intelectualmente pensando. Porém, as pessoas têm preguiça de pensar. É muito mais fácil viver do ócio, receber comida na boca – ou por tubos em uma cama de hospital, urinando sangue e pus e defecando por sondas.

Este não é um livreto para compor sentimentos de pena pela raça humana. Ao contrário, absolutamente. Foi escrito com o propósito de socar a cara de cada um, bem no meio, no nariz. Talvez assim todos nós acordemos deste sono utópico chamado vida. A pena é um sentimento de fraqueza. Um sentimento que nos desmotiva e nos impede de prosseguir nosso caminho rumo à evolução. O sentimento de pena, de dó, faz-nos olhar para quem merece ser punido e pensar mais de duas vezes sobre o assunto. Porém, ao contrário de nós, aqueles que merecem ser punidos não possuem o mesmo sentimento de clemência. Eles se levantam com o propósito de continuar sua vida inútil, fazendo coisas das quais Ser humano algum deveria se orgulhar, prejudicando ou não ao próximo. Os sentimentos de fraqueza destroem o Homem e sua natureza. Tomemos cuidado principalmente com os ensinamentos cristãos, religiosos. Estes sim são venenos. Aqueles que não devemos em momento algum pôr em nossos lábios. Uma mulher que mantêm sua vida sexual extremamente ativa, e aberta ao público, em minha singela opinião, merece muito mais respeito que estes malditos religiosos, moralistazinhos mentirosos (salvo exceções?).

...

O Céu está em Chamas - Parte 3


Parte III


Vão agora algumas dicas:


Primeira: nunca confiem demais em uma pessoa. Principalmente se esta for uma mulher ou um homem ao seu lado, ou um “melhor-amigo” de tempos e tempos. Pois, hora ou outra uma decepção soca nossa cara como um lutador de vale-tudo. Nunca, em absoluto, podemos confiar fervorosamente em alguém. Este é um sentimento errôneo, indesejado... Que nos leva a uma eterna dúvida sobre a própria confiança. A queda se torna muito menor quando já estamos preparados para o tombo.

Segunda: duvidem o tempo todo de tudo e de todos. Isto torna os relacionamentos mais verdadeiros, independentemente da contradição exposta. Como podemos duvidar e sermos verdadeiros ao mesmo tempo? Simples, a dúvida nos faz criticar os fatos, e também nos alerta sobre a realidade.

Terceira: por mais que digam que o Homem é lembrado por seus feitos e pensamento mesmo depois de sua morte, sempre há alguém em um futuro não muito distante disposto a fundamentar melhor suas teorias, levando seus pensamentos ao esquecimento. Somos todos descartáveis, esta é a verdade do futuro.

Quarta: o que é o amor? Pois, se não somos capazes de conhecermos todas as pessoas do planeta, como podemos saber e escolher uma pessoa certa para dividirmos e passarmos nossos eternos momentos de vida? Como é possível, sendo que há bilhões de pessoas por aí que nunca conheceremos? O amor, então, é um sentimento de desistência e de um sussurrado “Ah, pode ser essa pessoa mesmo. Não é bem o que eu gostaria, mas...”. Um sentimento ocasional, ao acaso, quase sem querer.

Quinta; e esta dica é para os homens: Nunca confiem em uma mulher linda e inteligente. Por quê? Por que é o diabo! Sim. Ou no mínimo um súcubo. Sabe o que é isto? Procurem em um dicionário mais próximo. É um demônio feminino... Vão gostar do resto da designação. Não existe uma mulher linda e inteligente de verdade (que não seja uma ameaça, um perigo – mesmo que prazeroso). Isto não pode acontecer. É como segurar o Sol com nossas mãos. Ou, melhor, chover no Sol. É uma coisa impossível, impensável, inexistente. Sendo assim, lembrem-se bem desta quinta dica, pois é muito valiosa. Questionem seus próprios sentimentos. Usem o cérebro, ao invés dos testículos.

Sexta: trabalhem para viver. Não façam o contrário, o que a grande maioria ignorante sempre faz; que é: viver para trabalhar. Isto é ridículo, e dizem ser uma boa coisa. Isto está completamente errado. Pois, quando terão tempo para viver? Quando tiverem idade o suficiente para serem considerados múmias-vivas? Quando sentirem-se dispostos apenas para andar algumas quadras, quando muito, ou discarem o número da farmácia para comprar remédios? Aquela conversa de que o trabalho dignifica o Homem, ou que trabalhar é ser saudável, ou qualquer bosta que digam a respeito, isto está completamente fora, distante de ser uma máxima. É coisa de protestante, de um bando de cristãos sem caráter, sem raciocínio, cegos... Submissos. Os índios trabalham apenas para garantirem sua existência (quando o mundo “civilizado” não os mata primeiro). Eles sim são felizes. Eles caçam sua carne, plantam a maioria de seus alimentos, desenvolvem medicinas naturais que são bastante eficazes (e nós somos inteligentes?) Nós, no entanto, ainda acreditamos na modernidade. Ou seja: no sistema escravocrata “livre-assalariado” que nos garante... O que mesmo?

...

O Céu está em Chamas - Parte 2


Parte II


Agora, como podemos pensar em sermos felizes quando estamos cobertos até o pescoço com problemas bestas, empregos que não nos deixam viver, e uma vida confusa cheia de falta de crítica e raciocínio lógico, óbvio? Como podemos pensar em mudar algo em nossas vidas quando ao menos reconhecemos que possuímos uma, e que esta nossa vida está ligada inteiramente ao mundo de trabalho, ou ao capitalismo neoliberalista, ou seja lá qual for o motivo pelo qual somos completamente cegos?

Não podemos viver entregando os pontos àqueles que pensam possuir o poder sobre nós. Vamos sair do campo de plantio e colheita de fabricação de mão-de-obra, e vamos partir direto para o campo de batalhas. Este sim é o correto. O que devemos fazer. O Homem se tornou escravo do tempo industrial, do consumo daquilo que nós mesmos fabricamos e inventamos. Tornamos-nos escravos de nossas próprias anti-necessidade; isto sim é verdade. Esta é a era do consumo de não-necessidade. Consumimos, compramos o que não precisamos a preços bizarramente altos. Alguém inventa uma falsa promoção, de algo que custa mil reais, aumenta este preço propositadamente para mil e quinhentos, e faz a propaganda de mil e cem, chamando isto de promoção. E nós, claro, sem ao menos necessitar, abrimos nossos olhos podres e iludidos em um sorriso indecente, corremos para a loja e deixamos mais da metade de nosso salário em uma entrada, parcelando o restante ao período do resto do ano; o que eleva o preço para quase uma vez e meia a mais do preço original (mas é claro que ninguém faz questão de lembrar deste detalhe). E ficamos contentes... Ou não? Somos vítimas de nossa própria ilusão. Que esplêndido... A santa ignorância impera. Aleluia.

Queimem sua moral iludida, senhoras e senhores, e voltem à realidade. Não como o clichê de voltarmos para o futuro. O passado nunca termina, e vivemos o presente como se este não fosse nosso tempo real. O que há de errado humanidade? Qual é o problema das pessoas? Porque querem destruir a si mesmas? Queimem-se vivos. Isto sim é o melhor que podem fazer. Pois, se os velhos costumes morrem com as velhas pessoas; então estes novos e medíocres costumes alienados e alucinados morrerão também com a sociedade pós-moderna. Quem sabe assim nasça uma nova identidade humana de realidade.

O Homem odeia a si mesmo, pois é uma variedade de si mesmo. Não consegue ser original. Reinventa o que nunca fora inventado, e diz não estar contente. Por isto as coisas não dão certo: pois são cópias do que nunca fora inventado anteriormente. Somos, hoje, uma idéia de ser humano que ninguém teve o prazer de sonhar com. Onde estaria o original? Ou somos apenas fruto de cópias sem essência? Isto parece muito mais provável. Nada de platonismo. Este parece ser o resumo da ópera humana.

...

O Céu está em Chamas - Parte 1

Parte I


A pergunta que podemos fazer para o começo seria: por que razão os Homens estão tentando destruir suas cidades, seus países, seu planeta, e, principalmente, a si mesmos? Qual seria a maldita razão para isto? Existe hoje em dia um grande “que se foda tudo”. E ninguém mais leva a si mesmo a sério. O que é uma coisa muito ruim. Por quê? Por alguma maldita razão. Sabe-se lá qual. Talvez sua própria existência. O que vale mais a pena para cada um? Ser um Homem, ou uma parasita, um rato?

Tudo bem, é verdade que hoje vivemos em um mundo de cerveja sem álcool, cigarro sem nicotina, café sem cafeína, sexo sem prazer... Amor sem amor, felicidade comprada em supermercados ou uma loja qualquer. Isto pode parecer um pouco chato, um tanto irritante, uma merda de realidade sem essência. Mas é esta á questão: tudo o que se consume, parece não ter sua verdadeira essência. Estaria o Homem se afastando também da sua? Sim, senhoras e senhores. Bem-vindos ao ilusionismo social. Um circo de horrores no qual as personagens principais somos nós mesmos. Pagamos para assistir cada ato, e consideramos tudo uma verdadeira porcaria, pois ao menos isto nós fazemos certo.

Está certo, este não é para ser um livro de auto-ajuda. Até por que imagino que esta droga de auto-ajuda é uma tremenda besteira. Quem é o idiota que acredita? Todos. É verdade. Do contrário não se tornariam best-sellers. É o que todos procuram. O que faz a alegria das pessoas dignas de piedade. Aquelas que não são capazes de olhar para si mesmas, encontrar o erro, se é que exista algum, e resolvê-lo. Livros de auto-ajuda dão uma grande mentira. Este aqui é um livro de auto-rejeição. Ou apenas uma merda qualquer escrita para chamar a atenção. Isto sim pode ser mais conclusivo. Um mais um livro medíocre aos mesmos leitores. O fato é que: auto-ajuda não ajuda ninguém.

Há alguns anos atrás percebi o quão hipócritas são as pessoas. Em outro livro chamei isto de hipocrisia-hipócrita. Pois, ela finge a si mesma. As pessoas mentem tanto que acabam mentindo para as próprias mentiras. A verdade nunca está presente. Ao invés de corrigirem um erro, um “engano” mal dito, preferem inventar outra história que dê uma nova maquiagem aos fatos, e expliquem melhor e facilmente as coisas. Mas a verdade é dura e crua demais. Quem sabe por este mesmo motivo é que existam vários alcoólatras modernos: um gole de whiskey ajuda descer melhor o gosto amargo e pesado da verdade, nunca dita em público.

Mas vamos falar um pouco sobre um dos maiores vícios, talvez o maior, que o Homem um dia possa ter sentido: a companhia; a união, a convivência afetiva. Por qual razão as pessoas não conseguem viver um pouco mais sozinhas? Porque esta necessidade quase doentia de possuir alguém ao nosso lado? Mal saem de um relacionamento e logo caem de cara em outro, com uma pessoa quase desconhecida. Este é um vício fatal, catastrófico, lamentável. O ser humano é dependente desta droga. Por quê? Porque é fraco. Necessita de alguém ao seu lado para se apoiar. Não julgo isto um erro. No entanto, onde está seu instinto de sobrevivência? Onde está a mais-força? Tentem isto, pessoas: unam-se primeiramente a si mesmos, e descubram-se desta maneira. Existe um prazer quase sexual neste ato. A solidão é a angústia temida pelo Homem. Mas pode ser muito bem trabalhada. Isto impede que nos lamentemos por uma relação conjugal um tanto infeliz; a solidão impede a traição de qualquer forma apresentada. E esta não é uma conversinha de um solitário oficial. Existe um fundo de racionalidade nesta questão, que devemos entender e lapidar.

Existem algumas verdades sobre o Homem, as quais conhecemos muitíssimo bem, mas que não damos o braço a torcer para acreditar que somos assim. A primeira é que o Homem é um ser totalmente imerso em oportunismo. Somos capazes de tudo para abocanharmos uma chance qualquer, que nos valerão algum dinheiro à mais, ou uma boa noite de prazer em uma cama barata de motel, ou um beco escuro com baratas, ou com uma mulher barata. O oportunismo está presente em nossos instintos primais. Mas é de seu caráter moderno que devemos nos envergonhar um pouco, e talvez mudar alguns hábitos. O Homem também é um posso de mentiras. Mas isto nós já sabemos bem, e discutimos um pouco acima. O Homem mente para si mesmo, e acredita piamente em suas próprias ilusões e falsidades. Ser vazio, obsoleto, fútil, também é um vício, uma realidade do ser humano. Para que sermos mais, tornamo-nos melhores, se conhecemos muito bem a acomodação, o ócio?

O Homem também é um ser verdadeiramente contraditório. É muito difícil hoje em dia encontrarmos um alguém que leve-se à sério a ponto de não contrariar-se, a ponto de considerar-se valioso o bastante em suas palavras, atos, desejos, etc. Hoje um homem não é visto com bons olhos caso este se valha da companhia de uma garota mais nova, ou até mesmo menor de idade, entre seus dezesseis ou dezessete anos, nada muito absurdo. E com as mulheres este moralismo moderno funciona mais ou menos da mesma forma. Uma mulher é tida como vagabunda caso tenha consigo um garoto mais novo. Dizem que esta gosta de garotos viris, durões, se é que me entendem. Mas a verdade é que vendamos nossos olhos para toda esta falsa moralidade, pois as necessidades humanas, em relação à união, seja lá de qual maneira, são ainda mais fortes. As pessoas deixam, novamente, a realidade de lado; e enfiam-se em um buraco fétido de estrume, e vicioso, chamado falsa-realidade. Uma realidade montada de acordo com suas necessidades individuais – fazendo com que as pessoas com que se quer algum tipo de convívio acreditem e vivam também neste mundo. O que é errado é errado apenas para com os outros. Ou seja: não serve para nós mesmos. Apontamos o dedo na cara das pessoas para julgar-lhes. Mas quando somos julgados, isto nos incomoda mortalmente. E mais uma vez fechamos os olhos para nós mesmos. Pois, não temos coragem de julgar-nos a si próprios. Eis a necessidade da fantasia, da hipocrisia-hipócrita.

...