03/06/2018

Lançamento 2018: "Quinze noites com Lygia Fagundes Telles, Clarice Lispector e Paulo Coelho"


https://goo.gl/XSjNe6
Pois bem, minhas amigas e meus amigos, chegou a vez do livro “Quinze noites com Lygia Fagundes Telles, Clarice Lispector e Paulo Coelho”. Este é meu sexto livro e disponibilizo gratuitamente para todos vocês como vai acontecer com todos os livros lançados no ano de 2018, num total de seis livros até o final do ano.

“Quinze noites” é um livro esquecido. Escrevi estes três contos no ano de 2013, guardei junto a outros quilos e quilos de materiais e nunca me passou pela cabeça ter estes textos publicados. No ano passado (2017) enquanto eu garimpava pastas e mais pastas de textos, encontrei estes contos que, em primeira instância, me deram certa repulsa. Quando li, então... eu não fazia a menor ideia de sua existência. Entretanto, achei interessantes. Realmente li como se fossem de outra pessoa. Fiz alguns acertos e decidi liberar o conteúdo para download em meu site.

Cada um dos contos faz referência ao estilo e alguns detalhes de obras e técnicas utilizados pelos três autores selecionados. Estão escritos com bom humor e certo desprezo (em alguns casos). Mas, cada conto se trata de uma homenagem minha para estes três grandes autores brasileiros.

Quem está acostumado com meus textos e livros anteriores perceberá de imediato que são muito distantes de muito do que já escrevi. São meros textos de entretenimento literário, sem densidade e totalmente despretensiosos.

De qualquer forma, desejo uma boa leitura. Forte abraço a todos.

Clique no título ou na imagem da capa para baixar o livro "Quinze noites com Lygia Fagundes Telles, Clarice Lispector e Paulo Coelho".
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27/05/2018

Pavimento [verborragia]


Sempre que surge a vontade de fugir, de sair correndo, de simplesmente dar as costas e deixar todo o resto para trás, lembro exatamente de tudo isso, toda essa estrada que percorri e deixaria para trás servindo apenas de memória para os frequentes dias de solidão e embriaguez.

De alguma forma, todos estes caminhos e estas estradas nos levam de volta para casa em algum momento de nossa vida, sabe-se lá quando, seja lá aonde for, aonde quer que nosso coração esteja no meio da noite.

Para a mente, uma mente incomum como qualquer outra, existe esta eternidade do tempo quando não queremos esquecer um sorriso. Mas, o corpo definha, e com ele nossas energias.

Por mais que haja brilho nos olhos, o tempo, esse que não dá trégua, é o mesmo que nos alegra e nos entristece. E não é sobre desistir. Não. Nunca é sobre desistir. É sobre superar. É sobre aceitar, mesmo sem concordar, e seguir em frente, seguir a estrada, com a hora certa para frear e a hora exata para acelerar um pouco mais, sem parar um único instante.

09 de maio de 2018

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Quero que você me queira [verborragia]


O “para sempre” só é bom enquanto dura, enquanto existe permanência. “Para sempre” só é bom enquanto seu coração se aquece e o sangue pulsa numa velocidade incontrolável. “Para sempre” só é bom enquanto existe “para sempre” o suficiente para que as mãos continuem dadas na calçada ou no supermercado.

Existe “para sempre” na memória, no corpo, na pele, no aroma e na vontade que não vai embora. E fica tudo por isso mesmo, sem volta, sem toque, sem lábio, sem umidade, sem seu corpo molhado. Pois, só existe “para sempre” em meu querer, no desejar, na esperança que é a única que morre.

Nada de realmente bom acontece quando você não está lá, quando ainda não chegou, porque realmente nunca vai chegar; e nada de realmente bom acontecerá. Os caminhos para casa serão sempre nebulosos, confusos como os motivos do distanciamento e da indiferença.

Enquanto isso, no peito bate uma saudade, não um coração; e nas veias correm lágrimas; e nos olhos brilham lembranças; e no corpo o abraço que falta toda noite. E tudo está perdido.

12 de maio de 2018
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30/04/2018

Nostalgia e inconsistência [verborragia]


É como se tudo o que eu dissesse ou fizesse fosse em vão. Tudo vago. Um punhado nunca compreendido de coisas vagas que só trarão nostalgia para mim no futuro. Apenas para mim e ninguém mais. Possivelmente, um monte de coisa sem sentido quando contadas. Contar, talvez para me redimir de alguma coisa. Talvez para me vangloriar e alguém dizer algo do tipo “poxa vida, isso foi bonito da parte dele”.

Mas não é assim que a banda toca. Não é essa a afinação nem a harmonia, e a letra também é outra.

São tantos gestos, tanta mímica. Uma dança sem ritmo e sem fim. São tantas palavras que saem desta minha boca... a grande maioria provavelmente nunca será ouvida, quem dirá lembrada. E a nostalgia de mim mesmo. Saudade do que houve pela vontade de querer transformar novamente o que houve para transformar o que existe agora. Nada.

Transformação. Nostalgia. Uma realidade vaga, inconsistente, nebulosa.

E eu que era tão bom com as palavras. Talvez tenham saído da minha boca muito mais do que o necessário. Dê uma arma de fogo a um macaco... quem sabe ele se saia melhor do que eu com as palavras que não me custam nada, além da solidão, da inconsistência, da realidade vaga e nebulosa.

30 de abril de 2018
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11/04/2018

Fragmento 106


Às vezes, tudo o que a gente precisa é de um bom café, e esse café pode ser qualquer coisa, desde que seja um bom café – ou uma boa transa. Já percebeu o quanto é difícil não ser tendencioso? Quase impossível. Existem leis que nos regem, e por mais que acreditemos que somos donos de nós mesmos, por mais que façamos de tudo para mentir descaradamente tentando acreditar que nós estamos no controle de nossa própria vida... nada disso é verdade. Chame de Deus, chame de “alguma energia cósmica”, chame de destino, de predestinação. Diga o que quiser, desde que você continue sua vida e siga seu próprio caminho em busca do que te faz feliz, mesmo que nunca lhe faça, mesmo que nunca encontre, mesmo que você viva a existência da única vida que é sua e a única a qual poderia viver, mesmo que você acredite que quem manda é você, mesmo que nada faça sentido.

09 de abril de 2018

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