15/01/2019

Sobre feminismo, ódio e desabafo

Eu gostaria e poderia começar este texto de várias maneiras: como um desabafo, um texto livre ou até mesmo um artigo técnico. São tantas as formas com as quais eu poderia abordar este assunto que, sinceramente, não consigo mais decidir sobre qual delas utilizar, pois parece que já me utilizei de todas e, mesmo assim, sempre ressurge a necessidade de escrever mais sobre este tema.

Ainda não consegui decidir por analisar todos os discursos de ódio de nossa contemporaneidade pelo prisma da polarização, como durante a Guerra Fria, a queda do muro de Berlin ou o fim da URSS (para ser mais seletivo), ou as polêmicas tendenciosas e milimetricamente encaixadas para nos manipular, ou então por análises filosóficas e até mesmo históricas que estão repletas de conteúdo e estudos com fatos irrefutáveis sobre estas questões, que não são apenas questões. Acontece que, para mim, uma sociedade que não consegue debater ou simplesmente conversar sobre igualdade de gênero, principalmente a igualdade das mulheres em nossa sociedade, não tem a menor chance e a menor capacidade de discutir qualquer outro assunto relevante. Como discutir a legalização da posse de armas, legalização das drogas, pena de morte, diminuição da idade penal, gênero e liberdade sexual, educação, aborto, então... impossível!, se esta mesma sociedade não é capaz de aceitar e compreender a importância das mulheres em toda a história da humanidade, em todos os contextos sociais, no trabalho e na reconstrução de países pós-guerras, em movimentos sociais por liberdade sexual, liberdade de expressão (inclusive a mesma liberdade de expressão que muitos possuem para poder falar besteira, para não usar palavra melhor),

07/01/2019

Fragmento 108


Hoje me lembrei de você. De novo. Na verdade, você não sai da minha cabeça. Tudo o que faço, que vejo, que brinco, que sorrio, que leio... tudo tem você me lembrando a todo o momento o quanto te quero. De todas as formas. O quanto quero seu abraço, seu beijo, o quanto quero ir pra cama com você e prestar atenção em todos os detalhes do seu rosto enquanto você se contorce de prazer usando meu corpo.

Me lembro de você e do quanto sou apaixonado desde o primeiro instante. Seja num crepe, num livro, num vinho ou num sorriso. E você me faz ter medo de me aproximar. Um receio que me dá ainda mais vontade de te querer e ao mesmo tempo me impede.

Infelizmente, ou não, será sempre essa infelicidade: eu me lembrando o quanto te quero; você abre a boca e me repele sem ao menos perceber, sem ao menos considerar meu querer. E tudo isso só existe em minha cabeça, sem que exista você e eu no mundo real.

Você sem saber, e eu fingindo que nunca senti meu sangue correr mais rápido em meu peito quando te vejo.

02 de janeiro de 2019
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25/11/2018

25 de novembro - Campanha de Combate à Violência Contra as Mulheres




O dia 25 de novembro é o dia internacional de combate à violência contra as mulheres, também chamado de dia de não-violência contra as mulheres, e marca uma série de campanhas de combate à violência, ações que visa conscientizar a sociedade sobre os preconceitos sofridos pelas mulheres, fatores estes que frequentemente levam a morte de muitas mulheres de todas as idades em nosso país.

Ações e manifestações são realizadas nesta data em todo o mundo por associações, ONGs, coletivos, grupos e movimentos feministas, entidades educativas e sociais, entre tantas outras que compreendem a importância do debate sobre o assunto, buscando diminuir as práticas do sexismo e dos preconceitos em geral, principalmente da violência que leva a quadros alarmantes de feminicídio em nosso país. 

Aproveito esta data para fomentar o debate sobre questões de gênero, já que o gênero feminino está no centro da discussão, buscando diariamente pela igualdade social em todas as esferas.



Ajude compartilhando estas imagens da campanha. Fique à vontade para compartilhar em seu Instagram, Facebook, Twitter e aonde mais quiser.

Não se esqueça das hashtags:

25/10/2018

Fragmento 107


São tempos confusos. Conturbados. Hoje me perguntei o quanto se lembrarão desse presente num futuro próximo, quem sabe no futuro distante, e a capacidade que terão de avaliar o que houve para a história não se repetir. Me peguei relembrando os fatos mais controversos do século XX até às torres gêmeas e a primavera árabe. Um dia vou embora, pra baixo da terra ou para onde sabe-se-lá-quem-quiser-que-eu-vá. O caso é toda essa história presente. Um ciclo de insanidades que uma maioria decadente vem absorvendo e replicando como simbiontes acéfalos, ou como vorazes canibais. Às vezes me assusto. Às vezes reflito. Às vezes choro em silêncio tentando encontrar um cenário de futuro menos tóxico enquanto a expectativa de vida diminui.

22:29. 25 de outubro de 2018

24/07/2018

A falsificação do nada [verborragia]

A rotina de recomeçar, tentar de novo, do início, do zero. A realidade que nunca acaba de alguém que sempre busca pela tranquilidade, pela felicidade, e se pega imaginando que isso ainda existe. Nem tranquilidade, nem felicidade. A rotina é a realidade. E é volátil. É caótica. Não segue regras. É pela beleza de simplesmente ser e de se transformar. É ela que nos obriga. É ela que nos desacredita. É a esperança. E esta, a esperança que é sempre a única que morre, e não é de hoje.

Os dias passam e tudo o que existe é uma contagem regressiva que começou logo na concepção. Na fecundação. Quando um esperma sortudo e vencedor numa noite de carência e arrependimento encontrou calor num óvulo desatento. Assim começa o sofrimento. Não com o conhecimento da palavra, mas com o nascimento. E estamos aqui, agora, sendo melhores do que nunca num mundo cheio de pessoas melhores do que nunca repletas de cosias a ensinar, que em sua maioria todo mundo sabe.

É esse o detalhe que ninguém viu: todo mundo já sabe, mas ninguém faz questão de

19/07/2018

Sorteio Literário #2: Livro "Rebeca"

Nosso primeiro sorteio de exemplares do livro "Rebeca - alguns não pecam por nada" foi um sucesso tão grande que resolvemos realizar outro, agora com dois exemplares sorteados.
Mas, desta vez a coisa é diferente. Fizemos uma pergunta sobre liberdade sexual e as duas melhores respostas levarão um livro cada.


O sorteio está acontecendo diretamente no Instagram, e apenas por lá. Então, para participar, é necessário ter uma conta no Instagram e seguir o perfil @marcobuzetto, acessar a postagem do sorteio, ler as imagens com as regras e responder à pergunta (da imagem 4).

Pergunta: "Para você, o que significa Liberdade Sexual em uma sociedade egocêntrica"?



Este sorteio está sendo realizado novamente em parceria com o perfil da resenhista Maqueli Bosca, perfil @boscamaqueli.

Tédio e tentativa [verborragia]


Já fazia um tempo que eu não escrevia uma bobagem ou outra, alguma vontade, alguma ação, alguma experiência. Não que não tenha nada acontecendo de interessante, ou sei lá. Acho que tem acontecido muita coisa. Esse é o lance.

Em certo momento parece que tudo é absolutamente banal. Tudo vira rotina. Até as pessoas se tornam banais e parte da rotina. É cansativo. Olho ao redor e me dá vontade de apenas inspirar fundo e expirar bem devagar, com aquela cara de tédio.

E faço tudo isso com uma naturalidade deprimente e irritante.

Acho que vou para o inferno. Não depois de morrer. Deve estar mais interessante por lá agora; e aqui, chato como um céu branco sem prazer.

De repente sou eu. É parte de mim. Talvez uma grande parcela de culpa em toda essa chateação.