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22/07/2022

Novo livro: Bia e sua ilha na Lua, de Marco Buzetto

 “Bia e sua ilha na Lua” é o primeiro livro infantil do escritor Marco Buzetto, seu décimo livro publicado. O livro traz Bia como protagonista, garotinha negra brasileira que sonha em ser a primeira criança no espaço, acompanhada por seu gato Tom que em uma viagem cheia de surpresas à Lua.


O livro traz também a discussão de um Brasil desigual e racista, onde crianças pobres de maioria negra e afrodescendente não possuem acesso a educação de qualidade, assim como têm suas perspectivas de vida e sonhos diminuídos e relegados apenas a profissões primárias como donas de casa, trabalhadoras domésticas, costureiras, atendentes etc., sem que seja sequer apresentadas outras formas de estudos e profissões. O livro pretende, também, aumentar o acesso à leitura por parte de uma sociedade excluída do consumo e de publicações de livros, pois a personagem é a garota real, a cor do Brasil, com a qual muitas meninas e meninos podem se identificar.


Bia tem 8 anos de idade, é filha de mãe solteira – uma cientista espacial que por si só conquistou seu espaço com muita luta, e que transmitiu a sua filha toda sua luta e transformação. Major Tom é o companheiro de Bia em uma aventura espacial com direito a conhecer o marciano Tukstatus, que não tem lá grande consciência ambiental (mesmo no espaço), mas que aprenderá um pouco com Bia e Major Tom.


Você pode comprar este livro diretamente com o autor pelas redes sociais - @marcobuzetto – e também pelos sites da Amazon, Americanas, Submarino, Shoptime e Estante Virtual.


“Bia e sua ilha na Lua” – Marco Buzetto, 2022.

Revisão: Marco Abrão

Ilustrações: Mayara Vidal

Editora: Ases da Literatura | Selo: Asinha

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29/07/2021

"Da finitude de todas as verdades", 2021.

"Da finitude de todas as verdades" é um livro para aproximar os curiosos do pensamento crítico e filosófico com linguagem simples, de fácil compreensão e profundidade necessária.


Não é incomum ouvirmos (ou fazermos) perguntas como “Para que serve a Filosofia, a História ou a Sociolo­gia?”. Na verdade, questões como estas são muito comuns, principalmente se você estuda alguma destas áreas sumaria­mente menosprezadas no dia a dia, ou, então, extrapolando a vivência sobre os temas, se você é professor de uma destas matérias. Quando alguém me faz uma pergunta assim, como por exemplo “Para que serve a Filosofia?”, normalmente res­pondo de forma bem-humorada: “Bom, em primeiro lugar, serve para você não fazer mais essa pergunta”; e a conversa flui um pouco melhor com um sorriso no rosto (no meu, cla­ro). Em segundo lugar, eu diria que a Filosofia, a História ou a Sociologia, servem para nos comunicarmos, e assim compre­endermos uns aos outros da melhor maneira possível. Comu­nicar, porém, compreendendo a comunicação de informações coerentes, críticas, de conteúdo positivo que nutram nosso intelecto e possibilitem novas informações tão ricas quanto aquelas que absorvemos, transformamos e compartilhamos. Claro, existem os clichês que nos dizem que a Filosofia serve para compreendermos a nós mesmos e ao mundo, e embora esta seja uma resposta correta, é preciso criar novos clichês e etiquetas (rótulos) para explicarmos para que serve isso ou aquilo, pois até mesmo isso ou aquilo podem não mais ser isso ou aquilo em algum momento, pelo simples fato de tudo se transformar, inclusive a própria História e nossa relação com tudo o que nos cerca e compete a nós.


Este livro em suas mãos não tem a pretensão de transformar sua vida. Aspira, porém, ainda menos a não transformá-la. É consenso: todos temos a capacidade de transformar nossa realidade, por mais dificuldades que as muitas variadas circunstâncias do cotidiano nos im­ponham, das mais banais às mais radicais; mas sabemos também que nada é tão fácil quanto se imagina e se quer, e é por isso que estamos conversando aqui e agora, nes­te “monólogo” de mim para você, leitor – e digo “mo­nólogo”, entre aspas, pois certamente você manterá um bom diálogo comigo e com você mesmo no decorrer desta leitura, mesmo que apenas minhas sejam as palavras em primeiro plano. Mas, o que quer este livro, então, se não é transformar ou não transformar? Concordando que temos a capacidade de transformarmos a nós mesmos, sabemos que temos a capacidade de fazer isso devido, também, às influências externas, pois somos indivíduos históricos e somos criados – por nós mesmos e pela sociedade – na medida em que existimos e em que a própria história acontece; sendo assim, já entendemos que não existe uma receita pronta para transformação alguma. Não existe ma­nual ou regra definida para todos que sirvam aos indi­víduos, pois cada um de nós sente e existe de maneiras absolutamente individuais. Por mais que uma “receita de felicidade” sirva para dez pessoas ao mesmo tempo, cada uma delas sentirá essa “receita” a sua própria maneira, e, ouso dizê-lo, é mais provável que uma pessoa se adapte à “receita” para que lhe sirva do que realmente exista uma “receita” que sirva para todo mundo. Resta-nos, então, a adaptação de nós mesmos por meio do conhecimento que temos sobre nós mesmos e tudo o que nos rodeia (e que nos influencia). E é isso o que este livro pretende: ele­var nossa busca por conhecimentos dos mais variados. Se servirá para uma ou dez pessoas, sinceramente, isso não cabe a mim analisar, mas sim, a cada um que participará de nossa conversa no decorrer destas páginas. Este, então, é um livro introdutório, cujo desejo maior e objetivo final é o diálogo – que, repita-se, apenas na sua leitura se com­pletará, caro leitor. Após lida a última página, você pode­rá, novamente, se perguntar para que serve isso ou aquilo em sua vida, como a História, a Sociologia ou a Filosofia.

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Quer o livro autografado? Chame nas redes sociais (links abaixo) ou pelo e-mail: marcobuzetto@hotmail.com.br

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Livro disponível pelos sites e lojas: Amazon (eBook), Livraria Cultura, Martins Fontes Paulista e Livraria da Travessa.

Disponível também na Livraria Atlântico (Brasil) e Chiado (Portugal): www.livrariaatlantico.com.br | www.chiadobooks.com
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18/05/2021

Livro "Da Finitude de todas as verdades", 2021

Novidade novinha! Novo livro já está disponível.

"Da finitude de todas as verdades" é um livro para aproximar os curiosos do pensamento crítico e filosófico com linguagem simples, de fácil compreensão e profundidade necessária. 

Disponível na Livraria Atlântico (Brasil) e Chiado (Portugal):

"Quando falamos sobre conhecimento, verdade, saber, compreender, buscar, analisar, experimentar, transformar, o que queremos dizer? Compreendemos o sentido das palavras que insistentemente proferimos? Consideramos o sofrimento por trás de toda felicidade? E quando falamos sobre nós e o mundo que nos cerca, temos a mínima noção do que somos nós e de qual mundo estamos falando? Provavelmente não.".


Apresentação


Não é incomum ouvirmos (ou fazermos) perguntas como “Para que serve a Filosofia, a História ou a Sociolo­gia?”. Na verdade, questões como estas são muito comuns, principalmente se você estuda alguma destas áreas sumaria­mente menosprezadas no dia a dia, ou, então, extrapolando a vivência sobre os temas, se você é professor de uma destas matérias. Quando alguém me faz uma pergunta assim, como por exemplo “Para que serve a Filosofia?”, normalmente res­pondo de forma bem-humorada: “Bom, em primeiro lugar, serve para você não fazer mais essa pergunta”; e a conversa flui um pouco melhor com um sorriso no rosto (no meu, cla­ro). Em segundo lugar, eu diria que a Filosofia, a História ou a Sociologia, servem para nos comunicarmos, e assim compre­endermos uns aos outros da melhor maneira possível. Comu­nicar, porém, compreendendo a comunicação de informações coerentes, críticas, de conteúdo positivo que nutram nosso intelecto e possibilitem novas informações tão ricas quanto aquelas que absorvemos, transformamos e compartilhamos. Claro, existem os clichês que nos dizem que a Filosofia serve para compreendermos a nós mesmos e ao mundo, e embora esta seja uma resposta correta, é preciso criar novos clichês e etiquetas (rótulos) para explicarmos para que serve isso ou aquilo, pois até mesmo isso ou aquilo podem não mais ser isso ou aquilo em algum momento, pelo simples fato de tudo se transformar, inclusive a própria História e nossa relação com tudo o que nos cerca e compete a nós.


Este livro em suas mãos não tem a pretensão de transformar sua vida. Aspira, porém, ainda menos a não transformá-la. É consenso: todos temos a capacidade de transformar nossa realidade, por mais dificuldades que as muitas variadas circunstâncias do cotidiano nos im­ponham, das mais banais às mais radicais; mas sabemos também que nada é tão fácil quanto se imagina e se quer, e é por isso que estamos conversando aqui e agora, nes­te “monólogo” de mim para você, leitor – e digo “mo­nólogo”, entre aspas, pois certamente você manterá um bom diálogo comigo e com você mesmo no decorrer desta leitura, mesmo que apenas minhas sejam as palavras em primeiro plano. Mas, o que quer este livro, então, se não é transformar ou não transformar? Concordando que temos a capacidade de transformarmos a nós mesmos, sabemos que temos a capacidade de fazer isso devido, também, às influências externas, pois somos indivíduos históricos e somos criados – por nós mesmos e pela sociedade – na medida em que existimos e em que a própria história acontece; sendo assim, já entendemos que não existe uma receita pronta para transformação alguma. Não existe ma­nual ou regra definida para todos que sirvam aos indi­víduos, pois cada um de nós sente e existe de maneiras absolutamente individuais. Por mais que uma “receita de felicidade” sirva para dez pessoas ao mesmo tempo, cada uma delas sentirá essa “receita” a sua própria maneira, e, ouso dizê-lo, é mais provável que uma pessoa se adapte à “receita” para que lhe sirva do que realmente exista uma “receita” que sirva para todo mundo. Resta-nos, então, a adaptação de nós mesmos por meio do conhecimento que temos sobre nós mesmos e tudo o que nos rodeia (e que nos influencia). E é isso o que este livro pretende: ele­var nossa busca por conhecimentos dos mais variados. Se servirá para uma ou dez pessoas, sinceramente, isso não cabe a mim analisar, mas sim, a cada um que participará de nossa conversa no decorrer destas páginas. Este, então, é um livro introdutório, cujo desejo maior e objetivo final é o diálogo – que, repita-se, apenas na sua leitura se com­pletará, caro leitor. Após lida a última página, você pode­rá, novamente, se perguntar para que serve isso ou aquilo em sua vida, como a História, a Sociologia ou a Filosofia.

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Quer o livro autografado? Chame nas redes sociais (abaixo) ou pelo e-mail: marcobuzetto@hotmail.com.br

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Pré-venda via: Amazon, Livraria Cultura, Martins Fontes Paulista e Livraria da Travessa. Entrega a partir de 24 de maio.

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26/12/2017

Três livros inéditos no primeiro semestre de 2018

... No mínimo.

Já faz um longo tempo que reviso e escavo e garimpo todo o meu material já produzido até hoje. Muitos deles realmente não servem para nada; mas, alguns ainda podem ser salvos. Então, a ideia é publicar tudo o que eu tiver disponível até o final de 2018, e iniciar 2019 com material (novo e) inédito.

Então, pretendo publicar mais dois ou três livros no primeiro semestre de 2018. Tenho muito material escrito entre 5 e 10 anos atrás, no mínimo, e vou lançar cada um deles em formato digital e gratuito. Todos passarão por revisão e certa reedição, mas, os conteúdos não serão alterados. Quero manter a originalidade de cada texto inserido em cada período no qual os escrevi. Se eu revisar muito, se tornarão textos de agora, o que diminuiria grande parte de meu trabalho literário do passado.

Por mais simples e fracos que possam (ser) parecer, a alternativa é torná-los públicos. Outra opção é destruí-los (como fiz com ao menos seis livros que eu havia finalizado, e após revisão, percebi que estavam tão distantes de mim que não faziam o menor sentido). Porém, preservei alguns textos, e os publicarei. Não cabe a mim dizer se são bons ou se valem a pena. Meu trabalho é escrever.

Ainda no mês de janeiro será o título “Negue-me e será condenado”; uma compilação de vários textos e recorte de livros que eu vinha escrevendo há muito tempo.

Alguns destes trabalhos são pura ficção, entre contos e histórias de diversos gêneros, outros, como é o caso do "Negue-me e será condenado", são uma mistura de ficção, filosofia e opinião, trabalhados em narrativas.

Então, a dica é ficar de olho aberto aqui no site e nas redes para baixar gratuitamente.

Forte abraço a todos.


Fan page nova: Marco Buzetto

25/08/2017

Novo livro no forno: Pink Silk Republic

Depois de quase dois anos de espera, o livro "Pink Silk Republic - Encha o tanque e aumente o volume" finalmente será lançado. E tem novidade...

Sendo o quinto livro "oficial" do autor, Pink Silk Republic será publicado apenas em formato digital e totalmente de graça para quem quiser baixar. Inclusive, em formato PDF, para facilitar ainda mais o acesso e o fomento à cultura literária.

"Pink Silk Republic é diferente de tudo o que já fiz. Foi escrito em forma de roteiro, uma leitura rápida, dinâmica, muito fácil e não por isso de baixa qualidade. Gostei do resultado final. Instigante. Demorou, mas chegou". - Marco.

O lançamento acontecerá no dia 11 de setembro e estará disponível para download gratuito - mesmo - aqui no site do autor.

Pink Silk Republic conta a história de cinco jovens em uma república universitária no Estado de Minas Gerais que pelo abuso de álcool, sexo e drogas (e um pouco de ganância da idade) se envolvem com traficantes do Rio de Janeiro e uma gangue de motociclistas de São Paulo que quer expandir sua rede de prostituição reivindicando Pink Silk Republic em troca de uma alta dívida em dinheiro.

Os cinco jovens? David, Eva, Tony, Lilian e Stefania, cada um com uma personalidade tão distinta e interessante que chega a causar certa inveja por nossa vida regrada.Toda a história é narrada (em partes) por Stefania, que viveu os prazeres e terrores em Pink Silk Republic em seus dias de glória. Engana-se quem pensa que este é apenas mais um livro bobo no mercado. A história aqui é outra. Tem sangue, violência, sexo, velocidade, ansiedade e muito Rock and Roll.

Quer saber mais sobre a trama? Fique de olho por aqui.


20/10/2016

Lançamento Duplo - "Gestão de Recursos e Projetos" e "Rebeca" | 2016

Hoje, às 20:30h em Novo Hamburgo/RS acontece o lançamento dos livros "Gestão de Recursos e Projetos" e "Rebeca - alguns não pecam por anda", do escritor Marco Buzetto.

"Rebeca - Alguns não pecam por nada" é um romance publicado originalmente em 2013 e teve sua 2ª edição publicada em agosto deste 2016. Conta a história de Rebeca, uma mulher de comportamento autodestrutivo que busca compreender o que nos traz a satisfação na vida. Carregado de bagagem filosófica, o livro trata a vida com acidez e indagações, levando o leitor a se identificar totalmente com a personagem principal. (Mais informações sobre este livro aqui).

"Gestão de Recursos e Projetos" teve seu sua publicação também no mês de agosto. É um livro técnico com introdução a assuntos relacionados a gestão de projetos, gerenciamento de prazos, qualidades, entregas, gerenciamento de pessoas, empreendedorismo e liderança. Faz parte do cardápio de leitura de grandes instituições de ensino no Brasil. (Mais informações sobre este livro aqui).

O que achou? Gostou de algum? Então marque presença no lançamento. Local: Prosa e Verso Bar. Av. Pedro Adams, 4465. Centro de Novo Hamburgo.


Curta a página do autor no Facebook e fique por dentro de tudo... mesmo: Marco Buzetto

01/09/2016

Lançamento do livro "Gestão de Recursos e Projetos" (2016)

Conheça o livro "Gestão de Recursos e Projetos – Introdução à Gestão de Projetos, Projetos Sociais, Motivação e Empreendedorismo", publicado pela Editora Viena de São Paulo, 1ª edição 2016. O mais recente livro do autor Marco Buzetto.

Um pouco sobre o livro:

1ª edição, 2016
A gestão de projetos é uma área da administração que aplica conhecimentos, habilidades e técnicas para a realização de atividades relacionadas a um objetivo predefinido. Esse objetivo deve ser concretizado em um prazo determinado, envolvendo custos e qualidade, por meio da mobilização de recursos técnicos e humanos.

As organizações modernas reconhecem a importância de uma abordagem estruturada do gerenciamento de projetos e, por isso, têm a necessidade de capacitar profissionais para desenvolverem projetos em qualquer área de negócio.

O livro "Gestão de Recursos e Projetos – Introdução à Gestão de Projetos, Projetos Sociais, Motivação e Empreendedorismo" apresenta conhecimentos em um conteúdo dinâmico com itens importantes necessários aos profissionais ingressantes na área, dividido em capítulos complementares didáticos e de fácil compreensão que permitem ao leitor e estudante conhecer gradativamente os conceitos e as etapas necessárias nas relações humanas diárias em equipes de trabalho e administração de projetos. Entre os tópicos abordados estão um retrospecto histórico de processos de mobilização coletiva, informações sobre empreendedorismo, a questão dos projetos sociais, o empreendedorismo e o gerenciamento de projetos, definições de sociedade civil, associação, fundações, terceiro setor, responsabilidade social e, sustentabilidade, entre outros.

03/03/2014

Experiências em dias de festa.

Horyon Lee

Vou contar como foi o lance, como começou, aconteceu e terminou. Mas, vou contar em forma de diálogo. Bem simples. Só se ligue no tempo, na velocidade, no fôlego da conversa. Não precisa ler com tesão. Só se você se identificar em algum momento... Mas leia com vontade.

Local: um destes inferninhos na Augusta, super charmoso, estilo cabaré retrô.
Noite.
Doses de gim, tônica e limão, e um couvert muito bem feito, com tomate seco e azeite, mas não tão gostoso. Gostoso de olhar, só.
Quarenta e cinco minutos numa mesa, de costas pra parede, sempre (mania minha – depois do que aconteceu com Abraham no teatro... não corro o mesmo risco).

Chega o rapaz. Bonito. É verdade: bonito. Homem sabe e pode dizer que outro cara é bonito, por que não? Daí partir pra um interesse é outra coisa.

― Seguinte, gato – começou ele: tem alguém nessa balada afim de você.
― Olha amigo, eu fico mega lisonjeado sempre que um gay dá encima de mim (não que ele realmente dê encima de mim, se é que me entende). Agradeço. Mas, sinto muito. – e continuei: se quiser se sentar comigo, tomar um drink, será um prazer. Mas, disso não passa...

Então o cara ficou puto. Não muito puto. Mas ficou meio desconfortável o papo. Pensei que tivesse entendido errado, sei lá, de repente paquerou o cara errado e não gostou de tomar o não. Mas não foi isso.
Disse ele, bravo, mas com um sorrisinho safado:

― Deixa de ser convencido, viadinho. Eu não quero você. Quem quer e aquela minha amiga, sentada no balcão, te encarando desde a hora que entrou... E nada. Você nem percebeu. Ela me disse: “Conheço aquele cara. É o cara do livro. Prometi a mim mesma que um dia eu daria pra ele se o encontrasse”. E aqui estamos. Ela quer ir pra cama contigo. E aí?
― E aí? Quero conhecê-la. – disse eu, ultraviolentamente com as palavras. Ela parece muito interessante.
― Interessante? Para com isso. Ela já disse que quer dar pra você. Não tem frescura.
― Então vamos lá. – respondi.
― Nada disso. Pra sair com ela, tem que pagar uma taxa pra mim.
― Um taxa?
― Quero um beijo. – disse ele, de supetão, sem censura, sem frescura, na lata.
― Um beijo? Não quero te beijar, bonitão. Já disse que esse não é meu lance.
― Então, nada feito. – respondeu ele, se levantando da mesa.

Não aguentei. Em milésimos de segundo segurei seu braço e o puxei de volta pra cadeira.

― Senta aí. Calma. Me fala mais da sua amiga. – disse eu.
― Ela é uma delícia. – começou ele. Corpo perfeito, inteligente, engraçada... O que mais querer em uma mulher, não é mesmo? E por alguma razão ela está interessada em você. Mas, tem a taxa...
― Essa taxa parece mais um pagamento pra comprar meia hora de sexo. – brinquei. Parece até que estou negociando com um cafetão...
― Você é quem escolhe. Tenho certeza que não será meia hora. Ela quer você, e quer agora. Isso não vale me pagar um beijo?

Eu olhava pra ele, olhava pra garota, pra ele de volta, pra garota... Ela passava uma das mãos pelo decote do vestido e mordia o canto dos lábios... Na cena mais sexy que eu tinha visto aquela semana. Ela não parava de me convidar com os olhos, com a boca, com o dedo indicador brincando com o gelo na taça de Martini.
A conversa parece longa, mas não foi. Tudo aconteceu rápido. Ele falava, eu falava, ele perguntava e eu respondia. Ele sorria e eu retribuía. Ele punha a mão sobre a minha... eu tirava, punha sobre a mão dele, e dizia: “calma aí. Vamos devagar”.

― Para de enrolar. Me dá um beijo ou não, gato? – intimou ele. Mas não quero beijinho de menininho, não. Quero um beijo de verdade, com amasso, com vontade, de língua, com saliva.

Engoli seco. Garganta fechada. Gole de gim pra empurrar o gosto da dúvida goela abaixo.

― E então, gato? Não tenho a noite toda.

Ele passou a língua nos lábios e ergueu as sobrancelhas. O mesmo fez sua amiga no balcão. Os dois em um jogo de sedução pra cima de mim. A diferença é que eu começaria aos beijos com um e na cama com a outra.
É de se pensar.
O que fazer?
O que você faria no meu lugar?
Uma super gata louca pra arrancar suas roupas e dar a você todo prazer que alguém pode oferecer em uma quinta-feira, e o preço é um beijo no amigo que parece estar de pau duro por baixo da mesa. Só isso. Um beijo bem dado no cara. Uma transa bem dada com a mulher.
Sinceramente, cá entre nós, ainda em minha heterossexualidade: o cara nem era feio. Um cara boa pinta, bonitão... Boca bonita, sexy. Super bem vestido, alto, elegante e com um toque amadeirado no perfume.

― Isso fica entre nós. – disse eu, olhando seriamente.
― Entre nós e ela. – respondeu.

Chegou à mulher em minha mesa. Se sentou. Me deu um beijo longo no rosto, perto da orelha. Arrepiei. O sangue foi pro lugar certo. Vestido vermelho de cetim, aberto até a cintura na perna esquerda.

― No meu apartamento, escritor. – disse ela, finalizando o Martini, mordendo a cereja; lábios úmidos pelo suco da fruta.
― Mas e o beijo? – indaguei.
― O beijo? Você quer beijar meu amigo ou quer transar comigo? – perguntou ela.

Por um momento me senti um verdadeiro imbecil. Mas, como assim? Não foi o trato? O cara me alugou a noite toda pra meter um beijo na minha boca, dizendo ser a taxa pra ir pra cama com sua amiga e tudo mais... E agora parecia que eu é que estava enrolando a porra toda. Como assim? Uma daquelas situações que você se sente culpado sem saber por que... Sabe como é?!

Levantamos. Segui-a até o carro. Fomos para o seu apartamento, logo aí, alguns quarteirões. No elevador, os dois começaram trocar carícias. Passando a mãos daqui, ali, por cima, por baixo... Beijos e abraços. E eu lá, olhando tudo. Elevador espelhado.
Ele passou a mão por baixo do vestido, ela sorriu e dei aquele gemido característico. Ele puxou sua calcinha para baixo, deixando cair até o salto. Ela pegou com a mão direita, só com os dedos. Cheirou. Sorriu. Passou os lábios e jogou pra mim.
A porta abriu. Apartamento.

― Vai ficar aí, com o pau duro desse jeito? – perguntou ela, já na sala, olhando para trás por cima do ombro.

Não aguentei. Corri pra dentro. Tomei-a pelos braços, abri o zíper do vestido. Nada. Sem sutiã... já estava sem calcinha desde o elevador. Nua em pelo. Linda. Leve e livre. Aquele tom de pele que me leva aos primórdios da felinidade, instinto sexual, meio Cat People. Tesão puro.
O amigo vem com um selo de ácido. Põe na boca. Leva um até a boca dela, na ponta da língua. Que sensual. Coisa linda. Imaginei um monte de coisas com aquela língua em milésimos de segundo.

Agora leia aumentando a velocidade (por causa do ácido):
Ela deitou no tapete... um tapete felpudo, estilo pelo de urso. Parecia areia movediça. O cara tirou a roupa, abriu as pernas de sua amiga, tirou minha camisa... Eu lá, parado, babando, encarando... já tinha engolido meu selo psicodélico com um gole de vinho branco. O sangue a milhão. Ele tirou minha calça, minha cueca... Meteu a mão no meu... Me empurrou pro meio das pernas da mulher deitada no tapete. Que cheiro maravilhoso, adocicado, fresco... Daí senti um arrepio, um arrepio que começou no final da espinha e subiu até a nuca. Não foi a boca dela, e a minha estava ocupada.
Ela, gemendo. Muito. Alto. Quase gritando. Minha língua lá, entrando, saindo, banhando os lábios baixos rosados e perfeitos.
Ele puxou minha cabeça e me empurrou pra cima dela. Boca a boca. Língua a língua. Segurou meu... E pôs dentro de sua amiga, delicadamente. Ela gemeu. Não por que é grande. Não é. Acima da média... mas não é grande. Gemeu pelo prazer, pela atmosfera. Ele me empurrou e ela me puxou.
Os três, mudos. Ninguém falava mais nada. Sensoriais. Clima. Ambiente. Só os gemidos preenchendo os espaços. Orgasmos. Pra todo lado, orgasmos. Horas madrugada a dentro.

Não dá pra explicar. Nem aqui, nem em lugar nenhum. É ter pra saber. O resto é lenda, história. Ninguém sabe ao certo se realmente aconteceu, ou se foi viagem da transa entre o ácido e o álcool. Experimentalismo.
Mas foi uma destas experiências em dias de festa. Natural. Coisa do ser humano. Amanhã, ninguém se conhece.

Mas, e o beijo?
O beijo não rolou. Rolou tudo o que tinha pra rolar. Menos o beijo.
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Segunda-feira. 03/03/14
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Acesse "Rebeca - Alguns não pecam por nada"
e conheça o livro mais sexy e filosófico dos últimos tempos.


08/02/2013

Bastidores do teaser de "Alguns não pecam por nada"

Imagens do teaser do livro "Rebeca - Alguns não pecam por nada".
Images of the promotional film of the book "Rebeca - Some do not sinfor nothing."

Além do maravilhoso trabalho fotográfico de Danilo de Paula para a publicidade do livro, que vocês conhecerão melhor em pouco tempo aqui no blog, estamos adicionando imagens retiradas do filme promocional para o lançamento do livro.
Besides the wonderful photographic work of Danilo de Paulafor advertising the book, you will know betterin a short time here on the blog,we are adding promotional images from the film tothe book launch.

Imagens captadas e cedidas pelo produtor audiovisual Felipe C. Cassavaro.
Images captured andtransferred by audiovisual producer Felipe C. Cassavaro.

Nas imagens, o autor Marco Buzetto e as modelos Naiara Oliveira e Stefania Gomes.
In the pictures, the authorMarco Buzetto andmodels Naiara Oliveiraand Stefania Gomes.
 
 
Marco Buzetto, o escritor


Naiara Oliveira e o gatolino centenário


detalhes para as fotografias e filmagem


esq. Marco Buzetto, o escritor; centro, Naiara Oliveira e à direita, Stefania Gomes

Stefania Gomes


esq. Naiara Oliveira; centro, Marco Buzetto, o escritor; e Stefania Gomes


esq. Stefania Gomes; centro, Naiara Oliveira; e direita, Marco Buzetto, autor de "Rebeca - Alguns não pecam por nada".


Marco Buzetto, autor de "Rebeca - Alguns não pecam por nada".

02/02/2013

Ensaio "Alguns não pecam por nada" - 03/02/13

"Inovação e excentricidade extravagante acima de tudo" - Marco Buzetto

“Innovation and extravagant eccentricity, that’s all folks”. – Marco Buzetto
 
 
Amanhã, dia 3 de Fevereiro, daremos início ao ensaio “Alguns não pecam por nada”. Uma pequena tour para o ensaio fotográfico e a gravação de um making off, que farão parte do material publicitário do livro “Rebeca – Alguns não pecam por nada”.

Tomorrow, February 3rd, we will begin the essay "Some do not sin for nothing." A small tour to the photo shoot and recording a making off, that will be part of the publicity material of the book "Rebecca - Some do not sin for nothing."



O ensaio conta com as modelos Naiara Oliveira e Stefania Gomes, o fotógrafo Danilo de Paula e o produtor audiovisual Felipe C. Cassavaro.



The experiment features the models Naiara Oliveira and Stefania Gomes, the photographer Danilo de Paula and audiovisual producer Felipe Cassavaro.


As imagens produzidas irão compor, basicamente, cenas do livro, nas quais Rebeca busca suas respostas em questionamentos repletos de exageros e excentricidades com o álcool, a filosofia e o sexo.
 
The images produced will compose scenes of the book, in which Rebeca seeks answers on questions full of excesses and eccentricities with alcohol, philosophy and sex.

 
Buscando inovação na união destas artes, fotografia, cinema e literatura, nós pretendemos criar algo totalmente novo em matéria de publicidade literária. Talvez, o início de uma nova escola, quem sabe.



Seeking innovation in the union of these arts, photography, film and literature, we want create something totally new on advertising literature. Perhaps the beginning of a new school, maybe.


 
A conclusão do trabalho você pode conferir a partir da segunda quinzena do mês de Fevereiro de 2013.
 
The conclusion of this work you can check out from the second fortnight of February 2013.
 
 
... Mas, é claro que deixaremos uma prévia para você se deliciar aqui.
... But of course we'll leave you a preview to relish here.
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21/01/2013

Rebeca e A Negação do Amor

Verbos Venenosos

 
 
Rebeca transa com a verdade como uma prostituta ou uma adolescente embriagada, fazendo tudo o que lhe vêem a cabeça.


― Eu chupo a verdade e deixo-a gozar na minha cara. – pensou ela sussurrando, meio que afirmando suas próprias expectativas.

― O que você não sabe, Rebeca, é o motivo que te tornou essa pessoa obcecada por respostas plausíveis. Qual é o motivo? Existe algum? Você faz o que faz, é o que é por qual razão? Você ao menos possui alguma?

― Não preciso de razão. Porém, quero ir mais além. Quero ir a fundo. Quero buscar na alma das pessoas suas razões, não as minhas, para continuarem sendo o que são. Para continuarem vivendo. – dizia Rebeca. Quero buscar as razões que fazem a sociedade se mover rumo a essa visível catástrofe sócio-plasmática. Se é o amor, tanto faz. É isso o que eu busco. Quero saber o que existe no centro dessa amálgama injuriada chamada ser humano.

― Mas Rebeca, tanto tempo se passou desde o começo destas páginas que lhe atribuem vida, e nada você aprendeu? – indagou alguém que penetrava seu corpo.

― Quero os detalhes. Quero o sangue, a saliva e o suor de cada explicação. Quero ter um orgasmo para cada resposta que me derem. Quero sentir nas paredes do meu útero o gozo da contradição em cada palavra jorrada pela boca das pessoas. – respondeu a garota Rebeca. Aliás, algumas semanas resumidas em poucas páginas não bastam. Eu quero mais... Eu tenho muito mais a ser explorado.

― Você perdeu o foco. Perdeu o prazer... Não sabe mais onde procurar, pois não sabe mais o que está procurando. Não sabe mais quem você mesma é.

― Eu sou Rebeca! Rebeca von Weisheit, o Amor e a Solidão.

Os dias na vida de Rebeca passavam lentamente. Tão velozes como um trem-bala, como um turbilhão. E a garota/mulher continuava sua busca pelas respostas de algumas perguntas as quais apenas ela conhecia. Questões, talvez, nunca compreendidas em sua mente. O whiskey já não ajudava mais. A vodka pura, russa, de Anna já não respondia questão alguma. O gim, o absinto, a sambuca, o vinho, nem mesmo o hidromel de Aske lhe trazia algum devaneio objetivo, ou um pouco menos vago do que o de costume.

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Quem precisa do amor, de amor? Quem precisa amar? Quem, por mil demônios e anjos, precisa ser amado, afinal de contas? Quem quer ser afrontado, contrariado, escravizado... Quem quer sucumbir ao amor? Quem quer ser suicida?

O amor não é um sentimento a dois. Não pode, por natureza, existir um amor único entre duas pessoas. Cada um possui seu próprio amor: o amor pelo outro. Um relacionamento: dois amores! E eles, os amores a dois, são solitários. Um sentimento de amor briga com o outro pela ocupação do espaço entre dois corpos. Para que um fique, o outro precisa partir. É assim num contrato a dois. Pois, não é isso o casamento? Um contrato? Não são os DOIS, mercadoria? Não está UM cedendo a utilização do seu corpo, de si, ao outro, pelo tempo em que permanecerem juntos? A união é um comércio.

Como pode, então, o AMOR ser feliz, cedendo seu lugar a outro, diminuindo sua potência, ou até mesmo deixando de existir? Para que duas pessoas se amem, verdadeiramente, em sua totalidade, de verdade, é preciso que não amem um ao outro.

O amor é solitário! Só se pode amar sozinho! Não se pode ter amor ao lado de outra pessoa, de outro amor. De fato, quem ama, quem realmente sente amor e quer o amor, está e estará sempre, a todo instante, sozinho. Pois, uma relação a dois, três... se baseia em ceder: ceder aos pontos de vista do outro, ceder às vontades do outro, dizer não! a si mesmo. E quem, sejamos francos, pode ser dono o bastante de si mesmo e de seus sentimentos a ponto de dizer não! ao outro, ao amor do outro?

A solidão ama! Não as pessoas. As pessoas não amam. A solidão ama, pois o amor ama a si mesmo.

Então, o que torna possível um relacionamento? O que torna possível que duas pessoas fiquem juntas, permaneçam unidas? Bom, não é o amor! Pois, quando se está junto, a vida continua, e as conquistas também. As responsabilidades aumentam. Os gastos, as necessidades, o trem continua no trilho e o preço que mantém seu combustível é alto. A vida continua a se construir, e um segue pelo caminho do outro, juntos, meio que sem querer; mais ou menos por impulso, pela alienação do “estar junto”, meio que sem saber por que se está indo para o mesmo lado. Essa é a conveniência!

É conveniente fazer o que o Outro quer, para que eu também consiga fazer o que Eu quero. Faça de novo, e de novo: vire-se para trás, e volte! É assim que funciona. É uma troca, não é mesmo? Eu faço o que você quer, hoje, e você faz o que eu quero, amanhã. Pode ser? Está bem assim? Está bom pra você? E, caso uma das partes não cumpra com seu acordo, pronto!, está aí: crise, um impasse. Não minta! Mantenha seu mundo real em mim! Enlouqueça! Grite; esperneie. Mas, mesmo assim, o outro amor está aí, tentou sobreviver, se sobressair. Mas, não! Aqui não, meu amigo! Só há espaço para um amor. O outro que ceda espaço. O outro que dê o braço á torcer. O outro que chore em silêncio quando eu não estiver olhando.

Quando você, Amor, estiver sozinho, quieto no seu canto, acabado de acordar de uma noite de choradeira ainda com lágrimas nos olhos... Aí sim! Agora sim você pode olhar para frente e enxergar o horizonte. Aí sim você pode ver o resto do mundo à sua frente.

A solidão ama o amor, pois ama também a vida, o viver.

A solidão existe quando se está acompanhado. Não quando se está sozinho.

A solidão existe quando se tenta mostrar ao outro o amor por seu próprio ponto de vista. E dói quando o outro o aceita, pois o amor desaparece.

O amor é um gênio forte, e quer continuar vivo, ativo, excitado!

O amor é um gênio forte, que não quer partilhar um pedaço de si com o outro.

O amor a dois é solitário. O amor a dois é triste, pois chora sozinho pedindo espaço. Chora sozinho pedindo atenção.

O amor ama a solidão, pois assim pode continuar vivo. A cumplicidade mata o amor. Queima sua existência. Fura seus olhos com um prego quente, e o deixa chorando sangue.

O amor morre quando há união. E quando acaba o amor, o que sobra é o casamento. A conveniência da união.

 Tome cuidado, Amor. – gritou Rebeca. Pois, quando provarem seu sabor, quando perceberem sua existência, outro tentará tomar seu lugar. Coitado de você, Amor. Fuja! Corra! Esconda-se nas montanhas, nas cavernas, no fundo dos oceanos. Esconda-se na escuridão de um útero virgem, e fique lá até que possa nascer sozinho, ou até que percebam que você também fala suas próprias palavras.

 
BUZETTO, Marco. Rebeca - alguns não pecam por nada; p. 118. São Paulo: Copacabana Books, 2013.