Mostrando postagens com marcador Lançamento 2018. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lançamento 2018. Mostrar todas as postagens

30/06/2018

Entrevista que não foi ao ar

No mês de maio, dia 23 (2018), um portal de notícias da cidade de Monte Alto e eu conversamos sobre algumas novidades minhas no universo literário. Este papo gerou uma entrevista com direito a troca de e-mails e tudo mais. Recebi o questionário, respondi a todas as perguntas, atrasei para lecionar (em uma das cidades onde leciono) e devolvi o conteúdo prontinho como de costume. Como era uma quarta-feira (e como sempre digo, “coisas estranhas acontecem às quartas-feiras”, parte I e parte II), imaginei que a entrevista iria ao ar no fim de semana próximo. Ledo engano.

Alguns dias depois, procurei a jornalista perguntando quando a entrevista iria ao ar, pois usaria a  como “chamada” para o lançamento do próximo livro e não queria perder o timing, e ela me informou que estava “esperando para postá-la no fim de semana, pois aos fins de semana o portal fica sem notícias...”, e esta entrevista serviria para “preencher”. Ok, pensei.

Passado o fim de semana, nada. Entrei novamente em contato e não tive retorno. Compartilhei com a pessoa outra novidade (um mini metragem do qual participei a convite de um diretor e fotógrafo local, Danilo de Paula) e novamente não tive retorno. Então pensei “já que dei a entrevista e até agora nada, passados mais de 30 dias, porque não a publicar em meu site”?


Sendo assim, aí está (com atualizações de tempo no final do texto):

Entrevista na íntegra

15/03/2018

HQ Contos Insanos. Novidade da área


Uma coisa que gosto é a liberdade de poder (e conseguir) escrever em vários formatos em praticamente todos os gêneros literários. Ficção, não-ficção, novela, crônicas, suspense, terror, educação, roteiro... Mas, nunca me passou pela cabeça transformar algo disso tudo em história em quadrinhos.

Porém, um belo dia, um cidadão chamado Vantuir Pott leu um de meus contos, e parece ter gostado. Gostou tanto que resolveu transformar a história em HQ. Não preciso dizer que o Vantuir é um excelente ilustrador (e tatuador), um destes caras que mandam bem pra car%lh@, sabe. Pois é, o cara é bom no que faz.

Foi daí que surgiu sua ideia de criar uma série chamada “Contos Insanos”, que terá como primeira HQ o meu conto “Seu chamado na escuridão”. Já vi a criação toda pronta, e ficou incrível.

A revista final sairá nos próximos meses. Enquanto isso, você fica com um gostinho do todo para degustar.




Siga: Marco Buzetto II | Fan page nova: Marco Buzetto | Twitter: @MarcoBuzetto

27/02/2018

Material novo no forno: Conturbado.

Um pouco do terror, novo conto no forno. Fiquem de olho no site e na fan page. Logo teremos novidades.


Conturbado

[trecho] As luzes piscam novamente e começam a brilhar mais forte. Param de piscar e se iluminam mais fortes, cada vez mais brancas. Linda e Amanda não percebem, pois estão hipnotizadas por seu amor em busca de outro orgasmo. Gemidos e suspiros ecoam e não ouvem nada mais ao seu redor.

Não percebem o que está acontecendo. Não percebem o tom avermelhado que toma conta do corredor entrando pela porta do quarto. Não se dão conta da substância que escorre pela janela até para debaixo da cama. As duas estão em êxtase por seu próprio prazer, e nada mais importa. Sentem seus corpos sendo possuídos pelo prazer e pela vontade de mais... Mas estão sendo apanhadas, suas pernas estão presas por alguma coisa que não percebem, seus braços sendo apertados, mas estão tomadas por uma confusão de embriagues, prazer e possessão que não as permite perceber o que está acontecendo, como se um terceiro elemento tivesse se unido a elas na cama.

O sangue que subira pelos pés da cama toma conta de seus corpos nus entrando por todas as cavidades, cobrindo toda sua pele como uma fina roupa de verão, uma camada de seda de um vermelho extremamente forte, na cor e no peso. Não conseguem se soltar, e os gemidos de prazer agora dão lugar a tentativas de gritos por socorro. O sangue as empurrou uma contra a outra e as duas contra o colchão. Estão sufocando. Não se pode ver nada além de uma grande poça de sangue sobre a cama. Não se vê nenhuma das duas, nenhuma parte de seus corpos, nenhum pedaço de pele. O sangue escorre da cama e desvenda um colchão e travesseiros limpos, e mais nada. As luzes voltam ao normal. Não há mais nada no quarto. Não há sangue. Não há corpos. Apenas uma cama vazia.


Siga: Marco Buzetto II Fan page nova: Marco Buzetto Twitter: @MarcoBuzetto

29/12/2017

O passado de hoje em diante


Dizem que não se pode olhar para o passado, que tudo ficou para trás, que o que passou, passou e a vida segue em frente. Mas, se não se pode olhar para o passado, o que nos resta?

Aquele sentimento de fechar os olhos e sentir tudo girando, como a sensação de um bêbado. Embriagues depois do sexo, transar e sentir o mundo dando voltas, fechar os olhos e ter a sensação de que vai cair. Como quando se sonha que está caindo da cama e se acorda assustado tentando se segurar em alguma coisa. Mas isso é muito mais sobre ela do que sobre mim. É a sensação de quem sente, e não de quem proporciona a alegria do momento. É muito mais sobre sensibilidade, muito mais sobre permitir-se sentir do que sobre fazer sentir. A minha alegria, porém, era simplesmente admirar a beleza de tudo aquilo. Impressionante como me fascinava. As caretas de prazer, os sorrisos tímidos, o rosto e o semblante de quem está adorando e aproveitando cada segundo de cada pincelada de prazer; duas, três, quatro... dez vezes de uma vez só. E o mundo seria tudo o que eu mais quero o tempo todo. Mas, nada além do passado existe agora. Só me resta olhar para trás, e ouvir todos dizendo que olhar para trás está errado. De jeito nenhum. Não existe alegria sem passado. Não existe nada que faça sorrir que não tenha vindo de tudo o que senti. É o passado que me sustenta, que sustenta meu presente e norteia meu futuro. Escrever é o que me resta. Sempre que decido parar, escrevo mais e mais; e tudo o que eu faço na vida se resume a isso, por mais que eu tente dizer não, por mais que eu implore a mim mesmo para parar e por mais que eu tente furiosa e incoerentemente fazer outra coisa da vida. Escrever é o que me resta, e tudo se baseia em tudo o que já vivi, em tudo o que fez de mim o homem mais feliz da face desta terra cheia de confusão e infelicidade. O presente me traz isso, me traz a vontade de viver e sentir tudo de novo. O presente me ilude sobre o futuro que possivelmente nunca existirá. Mas, se não for assim, o que será de mim? O que resta nesta minha vida, se não acreditar e ter esperança sobre dias melhores e felizes, de mãos dadas e sorrindo feito criança por motivos bobos do dia a dia? E essa vida se tornando um zigurate de andares cônicos que não tem fim, um sobre o outro, como minhas memórias, minhas insônias, meus sonos forçados pela exaustão da madrugada e do amanhecer tardio. Finais felizes? Nenhum. Não quero os finais. Quero os dias, as horas, os minutos... quero cada segundo de felicidade. Não o final. O final não me importa. Quero todos os momentos com o sorriso estampado no rosto como a luz das pinturas mais humanas... como um renascentista antropocêntrico que tenta desesperado retratar a realidade e o pouco de humanidade que ainda existe dentro de cada um de nós. Tudo isso, para quê? Para que um dia nos aplaudam; pois, todos queremos ser o centro das atenções uma vez ou outra.

Sem o passado, de que me importa meu futuro? Não existe ninguém além, ninguém lá na frente. Ninguém que me satisfaça tanto quanto quem me satisfez em outros tempos, pois tudo se baseia em tudo o que já senti nesta minha vida... e o toque, o calor, a sensação... tudo está ligado intima e intrinsicamente ao calor de um só corpo e o cheiro de uma só pele. E não se faz mais passado como antigamente. Espero que não. E que a memória conserve seu rosto e sua existência, por mais que esqueça de qualquer outra coisa. O que importa é o agora. E meu agora é sobre tudo e existe em todos os tempos. Meu agora está lá atrás, desde o primeiro dia, implorando para que o amanhã seja tão caridoso quanto todos os carinhos que já senti.

_____

Fan page nova: Marco Buzetto

26/12/2017

Três livros inéditos no primeiro semestre de 2018

... No mínimo.

Já faz um longo tempo que reviso e escavo e garimpo todo o meu material já produzido até hoje. Muitos deles realmente não servem para nada; mas, alguns ainda podem ser salvos. Então, a ideia é publicar tudo o que eu tiver disponível até o final de 2018, e iniciar 2019 com material (novo e) inédito.

Então, pretendo publicar mais dois ou três livros no primeiro semestre de 2018. Tenho muito material escrito entre 5 e 10 anos atrás, no mínimo, e vou lançar cada um deles em formato digital e gratuito. Todos passarão por revisão e certa reedição, mas, os conteúdos não serão alterados. Quero manter a originalidade de cada texto inserido em cada período no qual os escrevi. Se eu revisar muito, se tornarão textos de agora, o que diminuiria grande parte de meu trabalho literário do passado.

Por mais simples e fracos que possam (ser) parecer, a alternativa é torná-los públicos. Outra opção é destruí-los (como fiz com ao menos seis livros que eu havia finalizado, e após revisão, percebi que estavam tão distantes de mim que não faziam o menor sentido). Porém, preservei alguns textos, e os publicarei. Não cabe a mim dizer se são bons ou se valem a pena. Meu trabalho é escrever.

Ainda no mês de janeiro será o título “Negue-me e será condenado”; uma compilação de vários textos e recorte de livros que eu vinha escrevendo há muito tempo.

Alguns destes trabalhos são pura ficção, entre contos e histórias de diversos gêneros, outros, como é o caso do "Negue-me e será condenado", são uma mistura de ficção, filosofia e opinião, trabalhados em narrativas.

Então, a dica é ficar de olho aberto aqui no site e nas redes para baixar gratuitamente.

Forte abraço a todos.


Fan page nova: Marco Buzetto