08/02/2012

O Céu está em Chamas - Parte 3


Parte III


Vão agora algumas dicas:


Primeira: nunca confiem demais em uma pessoa. Principalmente se esta for uma mulher ou um homem ao seu lado, ou um “melhor-amigo” de tempos e tempos. Pois, hora ou outra uma decepção soca nossa cara como um lutador de vale-tudo. Nunca, em absoluto, podemos confiar fervorosamente em alguém. Este é um sentimento errôneo, indesejado... Que nos leva a uma eterna dúvida sobre a própria confiança. A queda se torna muito menor quando já estamos preparados para o tombo.

Segunda: duvidem o tempo todo de tudo e de todos. Isto torna os relacionamentos mais verdadeiros, independentemente da contradição exposta. Como podemos duvidar e sermos verdadeiros ao mesmo tempo? Simples, a dúvida nos faz criticar os fatos, e também nos alerta sobre a realidade.

Terceira: por mais que digam que o Homem é lembrado por seus feitos e pensamento mesmo depois de sua morte, sempre há alguém em um futuro não muito distante disposto a fundamentar melhor suas teorias, levando seus pensamentos ao esquecimento. Somos todos descartáveis, esta é a verdade do futuro.

Quarta: o que é o amor? Pois, se não somos capazes de conhecermos todas as pessoas do planeta, como podemos saber e escolher uma pessoa certa para dividirmos e passarmos nossos eternos momentos de vida? Como é possível, sendo que há bilhões de pessoas por aí que nunca conheceremos? O amor, então, é um sentimento de desistência e de um sussurrado “Ah, pode ser essa pessoa mesmo. Não é bem o que eu gostaria, mas...”. Um sentimento ocasional, ao acaso, quase sem querer.

Quinta; e esta dica é para os homens: Nunca confiem em uma mulher linda e inteligente. Por quê? Por que é o diabo! Sim. Ou no mínimo um súcubo. Sabe o que é isto? Procurem em um dicionário mais próximo. É um demônio feminino... Vão gostar do resto da designação. Não existe uma mulher linda e inteligente de verdade (que não seja uma ameaça, um perigo – mesmo que prazeroso). Isto não pode acontecer. É como segurar o Sol com nossas mãos. Ou, melhor, chover no Sol. É uma coisa impossível, impensável, inexistente. Sendo assim, lembrem-se bem desta quinta dica, pois é muito valiosa. Questionem seus próprios sentimentos. Usem o cérebro, ao invés dos testículos.

Sexta: trabalhem para viver. Não façam o contrário, o que a grande maioria ignorante sempre faz; que é: viver para trabalhar. Isto é ridículo, e dizem ser uma boa coisa. Isto está completamente errado. Pois, quando terão tempo para viver? Quando tiverem idade o suficiente para serem considerados múmias-vivas? Quando sentirem-se dispostos apenas para andar algumas quadras, quando muito, ou discarem o número da farmácia para comprar remédios? Aquela conversa de que o trabalho dignifica o Homem, ou que trabalhar é ser saudável, ou qualquer bosta que digam a respeito, isto está completamente fora, distante de ser uma máxima. É coisa de protestante, de um bando de cristãos sem caráter, sem raciocínio, cegos... Submissos. Os índios trabalham apenas para garantirem sua existência (quando o mundo “civilizado” não os mata primeiro). Eles sim são felizes. Eles caçam sua carne, plantam a maioria de seus alimentos, desenvolvem medicinas naturais que são bastante eficazes (e nós somos inteligentes?) Nós, no entanto, ainda acreditamos na modernidade. Ou seja: no sistema escravocrata “livre-assalariado” que nos garante... O que mesmo?

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