A rotina de recomeçar, tentar de novo, do início, do zero. A
realidade que nunca acaba de alguém que sempre busca pela tranquilidade, pela
felicidade, e se pega imaginando que isso ainda existe. Nem tranquilidade, nem
felicidade. A rotina é a realidade. E é volátil. É caótica. Não segue regras. É
pela beleza de simplesmente ser e de se transformar. É ela que nos obriga. É
ela que nos desacredita. É a esperança. E esta, a esperança que é sempre a
única que morre, e não é de hoje.
Os dias passam e tudo o que existe é uma contagem regressiva
que começou logo na concepção. Na fecundação. Quando um esperma sortudo e
vencedor numa noite de carência e arrependimento encontrou calor num óvulo
desatento. Assim começa o sofrimento. Não com o conhecimento da palavra, mas
com o nascimento. E estamos aqui, agora, sendo melhores do que nunca num mundo
cheio de pessoas melhores do que nunca repletas de cosias a ensinar, que em sua
maioria todo mundo sabe.
É esse o detalhe que ninguém viu: todo mundo já sabe, mas
ninguém faz questão de