30/04/2018

Nostalgia e inconsistência [verborragia]


É como se tudo o que eu dissesse ou fizesse fosse em vão. Tudo vago. Um punhado nunca compreendido de coisas vagas que só trarão nostalgia para mim no futuro. Apenas para mim e ninguém mais. Possivelmente, um monte de coisa sem sentido quando contadas. Contar, talvez para me redimir de alguma coisa. Talvez para me vangloriar e alguém dizer algo do tipo “poxa vida, isso foi bonito da parte dele”.

Mas não é assim que a banda toca. Não é essa a afinação nem a harmonia, e a letra também é outra.

São tantos gestos, tanta mímica. Uma dança sem ritmo e sem fim. São tantas palavras que saem desta minha boca... a grande maioria provavelmente nunca será ouvida, quem dirá lembrada. E a nostalgia de mim mesmo. Saudade do que houve pela vontade de querer transformar novamente o que houve para transformar o que existe agora. Nada.

Transformação. Nostalgia. Uma realidade vaga, inconsistente, nebulosa.

E eu que era tão bom com as palavras. Talvez tenham saído da minha boca muito mais do que o necessário. Dê uma arma de fogo a um macaco... quem sabe ele se saia melhor do que eu com as palavras que não me custam nada, além da solidão, da inconsistência, da realidade vaga e nebulosa.

30 de abril de 2018
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