19/11/2012

O Jardim de Letícia - Uma garota chamada sofrimento


16 anos de caos e confusão
Por Marco Buzetto

ADENDO:

Esta história é baseada em fatos reais. O nome da garota será preservado, assim como quaisquer informações descritas nesta história. Chamaremo-na, então, Letícia.
Sendo assim, qualquer semelhança que venha a se encontrar neste texto será mera coincidência.
 
Parte VI

A grande festa no jardim continuava, e Letícia possuía um confidente. Este a ouvia sempre que o peso de seus atos a faziam chorar. E muitos momentos assim existiam. Porém, era alguém distante, mais velho; mais novo do que as vítimas de Letícia. Estes sempre na casa dos 35 a 45 anos. Mas este confidente não servia para o sexo. Não na opinião de Letícia. Ele estava ali como um amigo. Um verdadeiro amigo. A única pessoa de confiança, por opção da garota. Realmente se podia confiar nesta pessoa. O único homem que não tentava adentrar a vagina de Letícia. A única pessoa que a via com olhos humanos, não animais. Sem beijo, sem abraço, sem sexo. Apenas diálogos.

Muita conversa jogada fora pela madrugada, até 2, 3 horas da manhã. O confidente ouvia tudo o que era feito durante o dia e a noite. Tudo o que a garota Letícia fazia com seus parceiros o confidente acabava por saber, às vezes, enojado, às vezes, excitado.
(continua na Parte VII)