21/10/2013

Vibrador?


Ouço muita mulher (e alguns homens) falando muito bem dos vibradores, mas reclamam da questão das pilhas e baterias.

Sou muito caridoso a causa do prazer individual e o sexo consigo mesmas(os); talvez pelo meu pansexualismo, e também o amor e dedicação às mulheres.

Para sanar a questão das pilhas, poderiam inventar um vibrador que se auto-recarrega por atrito. O que acha? Energia gerada pelo atrito. Quanto mais se usa... Enfim.
Gostaram minha da idéia?
Abaixo, postagem de Nathalia Ziemkiewicz, do site Pimentaria 

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Seria uma broca dentária vintage?
por: Nathalia Ziemkiewicz

A primeira batedeira inventada? Nã-nã-ni-nã-não! Façam reverências, queridas: taí o precursor daquele aparelho que te faz vibrar-ar-ar de alegria. Eu vou te contar a história do vibrador e você vai achar que eu tô fazendo graça. É uma verdade tão inusitada que ganhou até filme no ano passado. Clica no trailer da comédia “Histeria” e, se quiser mais informações, tem uma resenha aqui.

Lá no século 19, uma “doença psíquica” contaminou as mulheres londrinas. Os sintomas eram irritabilidade, ansiedade, falta de apetite, choro, dores de cabeça, fantasias eróticas, excitação. Na verdade, qualquer desvio de comportamento (por exemplo, não obedecer o marido) levava as moças da alta sociedade ao consultório médico. O então famoso Dr. Robert Dalrymple diagnosticava: “Ah, isso é histeria”. Acreditava-se que o problema tinha a ver com distúrbios no útero. O tratamento indicado? Pasmem: longas massagens no clitóris da paciente, feitas pelo próprio doutor, numa maca de seu ambiente de trabalho.

Com as mãos, ele executava movimentos repetitivos na vagina até que a “doente” iniciasse uma sessão de “histeria” com gritos e gemidos (hoje encontramos nos dicionários a palavra “orgasmo”). Louvado seja Dr. Robert, aquele gênio. As pacientes saiam calmas que era uma beleza – mas, olha que coisa, os sintomas voltavam dali a um tempo. Pô, até eu encenaria pra ser tratada assim de novo… Só sei que os consultórios lotaram e os médicos passavam horas e horas masturbando raparigas em nome da profissão. Um deles desenvolveu dores crônicas nas mãos. A sorte do jovem doutor é que ele tinha Edmund St John-Smythe como amigo. Esse cara inventou um massageador elétrico para êxtase das senhoras vitorianas.

Com o tempo, o aparelho passou a ser vendido e as pacientes podiam se tratar em casa. Acharam a “cura” para o desejo sexual feminino. Quando descobri tudo isso, a primeira coisa que me veio à cabeça foi lançar uma campanha “Por homens com tendinite”. Brincadeirinha, hein? Tô prevendo a Associação Brasileira de Ortopedia me escrevendo pra reclamar da apologia a uma doença que atinge blablabla. Óbvio que os vibradores são uma fabulosa invenção, mas e se a pilha acabar, né, gente? O pimentão precisa saber se virar sozinho! E vocês podem retribuir com isso aqui.
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fonte: http://napimentaria.com.br/a-invencao-do-vibrador-ou-somos-todas-histericas/