08/02/2012

Sim, eu sou escritor...

Também sou professor, e realmente não sei como me apresentar quando perguntam minha profissão.

Digo que sou professor, pois é parde desta tarefa que me paga. Porém, sou escritor por prazer, por gosto, por respeito a mim mesmo e com orgulho.

No entanto, ainda há quem pergunte: "professor? mas você trabalha em que"?

O mesmo já aconteceu com a escrita. Pois, esta nossa sociedade evoluída não consegue compreender, ou possui algum bloqueio mental em relação a cultura.

Um comentário:

  1. Ser escritor é não esperar aplauso,
    É sorrir sozinho.
    Ser escritor,é as vezes,sentir-se assim:

    Quero violentar

    Talvez quando eu morrer eu me torne uma melodia.
    Ou então eu só estou enfastiado.
    Há tempos encontrei o sentido da vida e não gostei.
    Isto pode ser apenas um momento breve e passageiro.
    Mesmo assim a solidão vem a mim avassaladora.
    E é provável que eu não possa resistir.
    Acho que quero violentar este sentimento.
    Quero ser exagerado,
    Quero gritar um pouco.
    Serei exatamente assim,por completo humano...
    E um terço de ilusão.
    Eu vou brindar a esta vida,
    E ao que eu não tenho de comemorar.
    Serei feliz,
    No intrépido desfiladeiro de dúvidas.
    Estou no auge das minhas palavras desgastadas,
    E talvez seja assim mesmo.
    Mas em meus pensamentos se fixa a ideia do que quero.
    E assim, minhas vontades se confrontam com meus sonhos.
    Eu quero violentar a mim mesmo, a minha tristeza.
    Talvez torno-me nuvem,
    Ou raio e trovão.
    Quando estiver distraído,
    E nada mais do que vejo será como antes,
    Mas sim será o mesmo,
    Visto de forma diferente,
    De vez em vez,
    engrolando-me,mudando-me e levando-me aonde não sei...
    Eu quero estuprar esta dor maciça,
    E sangrá-la pelos pulmões de sua vil existência patética.
    Cansei de dormir e trazê-la pra cama.
    Odeio-te cara amante poética,
    Jamais tive empatia por sua fralde existencial.
    Eu queria cuspir em você minhas tripas com veneno de serpente... E em sua pele chupar seu sangue.
    Não deitarei mais ao seu lado.
    Abandono-te agora fiel e eterna companheira.
    Um dia brindaremos a sua morte com festejo e luxúria.
    Irei gozar de vencê-la,
    Mas antes quero assistir-te a sofrer,
    E tirar-lhe a visão,
    Que enxerga e tortura pobres almas humanas.
    Em você vomitarei meu câncer,
    E então comer suas fezes.
    E assim,talvez eu morra.
    Mas antes construo meu próprio tumulo em cima de seu cadáver.

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