19/08/2014

Naquela noite do dia 13, sexta-feira 13 de lua cheia...


Não foi como sentir amor pela primeira vez. Não. Nada disso. Não foi assim. Foi como ter sentido pela primeira, segunda, terceira... Na verdade, foi como ter sentido amor pela última vez. Por que pela última? Fácil! Foi como sentir todo o amor que precisava para toda a vida, o resto de uma vida que está apenas começando, com um amor tão forte quanto... quanto... Não... Não consigo pensar em nada parecido. Nada que se compare. Esse amor é diferente. Um amor único e velho. Velho por me fazer sentir como se o sentisse desde o começo, desde meu primeiro aniversário, desde meu primeiro suspiro de vida; desde minha primeira vez... Minha primeira vez em amar de verdade, sem medo, sem querer parar. Com medo! Morrendo de medo de parar. De parar de amar. Não! Não. Não quero. Não quero parar de amar. Quero continuar amando para continuar tendo vontade de amar ainda mais, impossivelmente, incomparável e incontrolável... felinamente.


Foi naquela noite do dia 13. Sexta-feira 13 de lua cheia. A lua parecia querer nos engolir. Para onde eu olhasse: lua. Lua cheia. Cheia de vida, de paixão. De um amarelo avermelhado denso, apaixonado. E foi assim que me senti: absolutamente apaixonado. Há dias me sentia assim. Mas, foi naquela noite que tomei coragem. Foi ali, em pé na calçada, que tomei coragem de amar novamente. Não! Amar completa e verdadeiramente. Foi ali, tremendo feito criança no frio, com os lábios secos e mão quentes; foi ali que tomei coragem e disse tudo a ela, ou quase tudo. Não queria parecer idiota, afobado, imaturo. Não! Mas foi ali, em pé na calçada, que tomei coragem e lhe confessei o quanto a desejava, o quanto eu queria que fosse minha. Não sei o quanto ela prestou atenção. Realmente não sei. Não estávamos bêbados, não, mas a noite já havia começado. Tive vontade, tive medo... tive medo. Isso explica as mãos quentes e voz trêmula. Medo de parecer que não sabia o que estava fazendo. Um beijo tímido, mas cheio de vontade e tentando expressar o maior carinho do mundo por aqueles lábios.

Mas não foi ali, em pé, que surgiu a palavra. Foi só há algum tempo depois, poucas semanas; surgiu em forma de dúvida: “... é cedo pra dizer que eu te amo”? “Não! De jeito nenhum, por que eu também amo você”.

Agora sei, e como sei... Sabemos, queremos: passar a vida toda juntos parece tão pouco; todas as vidas em todos os tempos. Agora sei o que é ser feliz, amar de forma incondicional. Dizer “eu te amo” parece pouco, mas quero, e quero muito continuar dizendo a todo instante: “eu te amo, e quero continuar te amando, nesta e em todas as vidas”.

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