18/11/2013

Tupy, or not Tupy. Essa é a questão.



Thumb - Aaron Kuehn
"Ser brasileiro é uma ficção tão grande, que mesmo quando tentamos ser e nos transformar na real imagem e no real indivíduo brasileiro, isso é tão exagerado que nos transformamos em uma ficção ainda maior". - Marco Buzetto

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Abaixo, uma prévia do que é o Manifesto Antropófago criado pelo Movimento Modernista Brasileiro, por Oswald de Andrade.
Estou fazendo esta postagem ligada a Wikipedia como resumo rápido, e despertar interesse. Também estou postando 3links para vocês conhecerem o manifesto em si.




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Manifesto Antropófago
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
O Manifesto Antropófago (ou Manifesto Antropofágico) foi um Manifesto Literário escrito por Oswald de Andrade, principal agitador cultural do início do Modernismo brasileiro, o qual fundamentou a Antropofagia. Lido em 1928 para seus amigos na casa de Mário de Andrade, foi publicado na Revista de Antropofagia, a qual Oswald ajudou a fundar com Raul Bopp e Antônio de Alcântara Machado.
 
Redigido em prosa poética à moda de Uma Estação no Inferno de Rimbaud, o Manifesto Antropófago possui um teor mais político que o anterior manifesto de Oswald, o da Poesia Pau-Brasil, que pregava a criação de uma poesia brasileira de exportação. Esteticamente, o segundo manifesto de Oswald, basicamente, reafirma os valores daquele, apregoando o uso de uma "língua literária" "não-catequizada".
 
Ideologicamente, se alinha ainda com aquele, porém busca uma maior explicitação da aproximação de suas idéias com as de Breton (e, portanto, Marx, Freud e Rosseau).
 
Apregoando ainda o primitivismo da geração do Modernismo Brasileiro de 1922, aprofundando a consciência daquele primeiro modernismo, Oswald afirma no seu manifesto que "só a antropofagia nos une", propondo "deglutir" o legado cultural europeu e "digeri-lo" sob a forma de uma arte tipicamente brasileira.
 
Na idade madura, Oswald buscou fundamentação filosófica para as teorias expostas no manifesto da Antropofagia, ligando-a a Nietzsche, Engels, Bachofen, Briffault e a outros autores, tendo escrito mesmo teses a respeito do assunto, como em Decadência da Filosofia Messiânica, incluído em A Utopia Antropofágica e outras utopias, lançado, como toda sua obra, pela editora Globo a partir dos anos de 1980.