13/07/2011

Poesia de Camila Visconio

Sementes

Fecho os olhos para essa lágrima não cair,
Como se eu pudesse conter esse pensamento reprimido...
sementes são jogadas ao chão,
brotam, se edificam
longas árvores de solidão.
Caminho na noite escura
percorro o bosque das minhas emoções,
novas lágrimas a nutrir
plantas de raízes profundas.
Eu planto, eu replanto
florestas com meu pranto...
Caminho em longos círculos,
buscando a trilha perdida
Caio a teus pés, sólida árvore!
Muito acima vejo o céu
mais distante, mais escuro
encoberto por essa triste vegetação.
Incontíveis emoções,
esse grito ecoa apenas em mim.
Eu mesma planto
ervas-daninhas com meu pranto...
Noite escura e eu,
composições silenciosas
sofrimento a ti, meu poeta!
Abro lentamente meus olhos,
onde estão as velhas flores?
Longa noite, me despeço!
Ah, sementes inúteis eu lancei
Um pranto inútil derramei...

14/03/2008
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Meus queridos amigos e grandes inimigos, aqui está uma obra poética da minha nova querida amiga, e também professora, Camila Visconio.

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