22/07/2022

Novo livro: Bia e sua ilha na Lua, de Marco Buzetto

 “Bia e sua ilha na Lua” é o primeiro livro infantil do escritor Marco Buzetto, seu décimo livro publicado. O livro traz Bia como protagonista, garotinha negra brasileira que sonha em ser a primeira criança no espaço, acompanhada por seu gato Tom que em uma viagem cheia de surpresas à Lua.


O livro traz também a discussão de um Brasil desigual e racista, onde crianças pobres de maioria negra e afrodescendente não possuem acesso a educação de qualidade, assim como têm suas perspectivas de vida e sonhos diminuídos e relegados apenas a profissões primárias como donas de casa, trabalhadoras domésticas, costureiras, atendentes etc., sem que seja sequer apresentadas outras formas de estudos e profissões. O livro pretende, também, aumentar o acesso à leitura por parte de uma sociedade excluída do consumo e de publicações de livros, pois a personagem é a garota real, a cor do Brasil, com a qual muitas meninas e meninos podem se identificar.


Bia tem 8 anos de idade, é filha de mãe solteira – uma cientista espacial que por si só conquistou seu espaço com muita luta, e que transmitiu a sua filha toda sua luta e transformação. Major Tom é o companheiro de Bia em uma aventura espacial com direito a conhecer o marciano Tukstatus, que não tem lá grande consciência ambiental (mesmo no espaço), mas que aprenderá um pouco com Bia e Major Tom.


Você pode comprar este livro diretamente com o autor pelas redes sociais - @marcobuzetto – e também pelos sites da Amazon, Americanas, Submarino, Shoptime e Estante Virtual.


“Bia e sua ilha na Lua” – Marco Buzetto, 2022.

Revisão: Marco Abrão

Ilustrações: Mayara Vidal

Editora: Ases da Literatura | Selo: Asinha

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19/07/2022

E aí, você sabe o que é... esquerda e direita política? | EP3

Esta pequena série de vídeos abordará temas importantes do cotidiano. No primeiro episódio falaremos um pouco sobre "esquerda e direita política". E aí, você sabe o que é...?



Você pode baixar este vídeo e enviá-los a todas e todos sem medo de ser feliz. Bora?
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18/07/2022

E aí, você sabe o que é... sufrágio universal? | EP2

Esta pequena série de vídeos abordará temas importantes do cotidiano. No primeiro episódio falaremos um pouco sobre "sufrágio universal". E aí, você sabe o que é...?



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E aí, você sabe o que é... democracia? | EP1

Esta pequena série de vídeos abordará temas importantes do cotidiano. No primeiro episódio falaremos um pouco sobre "democracia". E aí, você sabe o que é...?



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25/01/2022

Olavo de Carvalho morreu vitorioso. Você se recusa a acreditar, mas sabe que é verdade.

Olavo de Carvalho criou uma persona com objetivo de dominação e por décadas a aprimorou; e, sim, dominou milhares de pessoas. Só não conseguiu ir além, pois a figura que ele escolheu para pôr em prática seus planos, já que ele próprio não conseguiria por inúmeras limitações, é uma figura tão patética que ela própria não percebeu o tamanho dos planos malignos de Olavo. Sim, Bolsonaro é esta figura patética.

Em algum momento já dentro dos anos 2000, o que Olavo de Carvalho criou como o que chamamos de “olavismo” se encontrou com o que chamamos de “bolsonarismo”, que vão muito além da existência de suas figuras, já que seus sentidos e práticas se pulverizaram e se enraizaram na sociedade, muitos deles apenas legitimados e fortalecidos. Tanto o olavismo quanto o bolsonarismo não precisam mais de suas lideranças para existirem, pois criaram outras figuras tão meméticas quanto eles próprios que assumem seus lugares por toda parte. E aqui entra um novo risco: cada persona nascida e discípula do olavismo e do bolsonarismo e que realmente acredita em suas teorias e práticas fará o possível para superar seus mártires, e esta superação, no caso dos dois modelos – que se completam – se dá de forma teórica e prática. No campo das teorias eles criarão ainda mais teorias conspiratórias, jargões e concepções inimigas que não existem na realidade, mas que servem para sustentar suas falas; e na prática, ações de violência se tornarão ainda mais comuns, sendo elas frutos de impedimentos, rejeições e frustrações pelos quais estes memes passarão. Além disso, os financiamentos e compras de espaços de veiculação. Canais, mídias digitais, música etc.

Entramos, então, num possível cenário futuro. O olavismo tendo, continuidade e crescendo, talvez não em quantidade, mas em violência, tentará encontrar sua metade bolsonarista, que também crescerá em práticas violentas, ambos dirigidos por mais teorias conspiratórias contra inimigos inventados que põem medo nos ignorantes (inúmeros deles), e tentarão, mais uma vez, efetivar seu projeto de dominação. “Efetivar”, pois eles dois, olavismo e bolsonarismo, terão uma pausa por um breve período com a morte de Olavo de Carvalho e a saída de Bolsonaro da presidência, mas suas teorias no dia a dia não descansarão.

Me lembro de uma conversa que tive com uma amiga em meados de 2006/2007 assistindo à TV e vendo diariamente Bolsonaro como um ícone pop em programas de grande audiência caçadores de publicidade como Luciana Gimenez e CQC. Disse:

— Esse cara vai acabar sendo presidente do Brasil.

— Imagina! Só idiotas e gente muito ignorante e canalha leva esse cara a sério. Ele só está aí porque é “polêmico”. – disse minha amiga.

E respondi: 

— Pois é. Temos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, no Brasil são mais de 200 milhões. Tem muita gente idiota, ignorante ou canalha por aí e que já está levando esse cara a sério.

 

Dez anos depois, Bolsonaro estava em campanha eleitoral, eleito presidente em 2018. Precisamos nos atentar mais com o que já está posto, com o que nos apresentam e com o que o vem por aí.

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29/07/2021

"Da finitude de todas as verdades", 2021.

"Da finitude de todas as verdades" é um livro para aproximar os curiosos do pensamento crítico e filosófico com linguagem simples, de fácil compreensão e profundidade necessária.


Não é incomum ouvirmos (ou fazermos) perguntas como “Para que serve a Filosofia, a História ou a Sociolo­gia?”. Na verdade, questões como estas são muito comuns, principalmente se você estuda alguma destas áreas sumaria­mente menosprezadas no dia a dia, ou, então, extrapolando a vivência sobre os temas, se você é professor de uma destas matérias. Quando alguém me faz uma pergunta assim, como por exemplo “Para que serve a Filosofia?”, normalmente res­pondo de forma bem-humorada: “Bom, em primeiro lugar, serve para você não fazer mais essa pergunta”; e a conversa flui um pouco melhor com um sorriso no rosto (no meu, cla­ro). Em segundo lugar, eu diria que a Filosofia, a História ou a Sociologia, servem para nos comunicarmos, e assim compre­endermos uns aos outros da melhor maneira possível. Comu­nicar, porém, compreendendo a comunicação de informações coerentes, críticas, de conteúdo positivo que nutram nosso intelecto e possibilitem novas informações tão ricas quanto aquelas que absorvemos, transformamos e compartilhamos. Claro, existem os clichês que nos dizem que a Filosofia serve para compreendermos a nós mesmos e ao mundo, e embora esta seja uma resposta correta, é preciso criar novos clichês e etiquetas (rótulos) para explicarmos para que serve isso ou aquilo, pois até mesmo isso ou aquilo podem não mais ser isso ou aquilo em algum momento, pelo simples fato de tudo se transformar, inclusive a própria História e nossa relação com tudo o que nos cerca e compete a nós.


Este livro em suas mãos não tem a pretensão de transformar sua vida. Aspira, porém, ainda menos a não transformá-la. É consenso: todos temos a capacidade de transformar nossa realidade, por mais dificuldades que as muitas variadas circunstâncias do cotidiano nos im­ponham, das mais banais às mais radicais; mas sabemos também que nada é tão fácil quanto se imagina e se quer, e é por isso que estamos conversando aqui e agora, nes­te “monólogo” de mim para você, leitor – e digo “mo­nólogo”, entre aspas, pois certamente você manterá um bom diálogo comigo e com você mesmo no decorrer desta leitura, mesmo que apenas minhas sejam as palavras em primeiro plano. Mas, o que quer este livro, então, se não é transformar ou não transformar? Concordando que temos a capacidade de transformarmos a nós mesmos, sabemos que temos a capacidade de fazer isso devido, também, às influências externas, pois somos indivíduos históricos e somos criados – por nós mesmos e pela sociedade – na medida em que existimos e em que a própria história acontece; sendo assim, já entendemos que não existe uma receita pronta para transformação alguma. Não existe ma­nual ou regra definida para todos que sirvam aos indi­víduos, pois cada um de nós sente e existe de maneiras absolutamente individuais. Por mais que uma “receita de felicidade” sirva para dez pessoas ao mesmo tempo, cada uma delas sentirá essa “receita” a sua própria maneira, e, ouso dizê-lo, é mais provável que uma pessoa se adapte à “receita” para que lhe sirva do que realmente exista uma “receita” que sirva para todo mundo. Resta-nos, então, a adaptação de nós mesmos por meio do conhecimento que temos sobre nós mesmos e tudo o que nos rodeia (e que nos influencia). E é isso o que este livro pretende: ele­var nossa busca por conhecimentos dos mais variados. Se servirá para uma ou dez pessoas, sinceramente, isso não cabe a mim analisar, mas sim, a cada um que participará de nossa conversa no decorrer destas páginas. Este, então, é um livro introdutório, cujo desejo maior e objetivo final é o diálogo – que, repita-se, apenas na sua leitura se com­pletará, caro leitor. Após lida a última página, você pode­rá, novamente, se perguntar para que serve isso ou aquilo em sua vida, como a História, a Sociologia ou a Filosofia.

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Quer o livro autografado? Chame nas redes sociais (links abaixo) ou pelo e-mail: marcobuzetto@hotmail.com.br

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Livro disponível pelos sites e lojas: Amazon (eBook), Livraria Cultura, Martins Fontes Paulista e Livraria da Travessa.

Disponível também na Livraria Atlântico (Brasil) e Chiado (Portugal): www.livrariaatlantico.com.br | www.chiadobooks.com
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27/07/2021

Racistas, assassinos, estupradores e demais Borbas Gatos nas fogueiras das vaidades

A "queima" da estátua de Borba Gato ainda gera discussão. Esta discussão, de forma geral, não aborda o fato de Manual de Borba Gato (1649-1718), um bandeirante, ter sido um caçador de indígenas e negros, assassino, estuprador e assassino de mulheres e crianças, racista etc. Não. O "debate" gira em torno de uma figura como esta ter sido queimada em praça pública em uma manifestação popular contra um governo tão parecido em suas violências quanto o próprio Borba Gato.

"Pautando" estes "debates" estão, em sua grande maioria, brancos conservadores que dizem prezar pela família e os bons costumes, mas que veneram figuras como a de Borba Gato, que dedicaram suas vidas a violências diárias contra homens, mulheres, crianças etc.

A problemática levantada contra a derrubada destas figuras históricas não está na figura em si de Borba Gato, mas no que elas representam: a morte do povo comum, das minorias sociais, a violência contra indivíduos e grupos específicos. Na fala de quem defende estas figuras, estas personagens, o que se tenta preservar é a liberdade destas práticas, sejam elas dos Borbas, dos Ustras, dos Bolsonaros, dos Fujimoris, dos Pinochets e tantos outros que atentaram contra a vida alheia em benefício de grupos identitários, em sua maioria brancos conservadores endinheirados (ou com alguma imaginação de status quo).

As personagens, as figuras, as estátuas, os monumentos, as arquiteturas, as placas e nomes de ruas e rodovias, percebam, toda construção e organização de cidades são modos que a história - do ponto de vista deles - encontrou para se manter no poder, subjugando, vigiando, condenando e punindo os "diferentes".

Precisamos, sim, revisar - como sociedade - a "presença" destas figuras em nosso dia a dia, e ensinar a história sem idolatria, mas também do ponto de vista dos derrotados, dos violentados, dos assassinados e ocultados pelo poder hegemônico.

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