29/07/2021

"Da finitude de todas as verdades", 2021.

"Da finitude de todas as verdades" é um livro para aproximar os curiosos do pensamento crítico e filosófico com linguagem simples, de fácil compreensão e profundidade necessária.


Não é incomum ouvirmos (ou fazermos) perguntas como “Para que serve a Filosofia, a História ou a Sociolo­gia?”. Na verdade, questões como estas são muito comuns, principalmente se você estuda alguma destas áreas sumaria­mente menosprezadas no dia a dia, ou, então, extrapolando a vivência sobre os temas, se você é professor de uma destas matérias. Quando alguém me faz uma pergunta assim, como por exemplo “Para que serve a Filosofia?”, normalmente res­pondo de forma bem-humorada: “Bom, em primeiro lugar, serve para você não fazer mais essa pergunta”; e a conversa flui um pouco melhor com um sorriso no rosto (no meu, cla­ro). Em segundo lugar, eu diria que a Filosofia, a História ou a Sociologia, servem para nos comunicarmos, e assim compre­endermos uns aos outros da melhor maneira possível. Comu­nicar, porém, compreendendo a comunicação de informações coerentes, críticas, de conteúdo positivo que nutram nosso intelecto e possibilitem novas informações tão ricas quanto aquelas que absorvemos, transformamos e compartilhamos. Claro, existem os clichês que nos dizem que a Filosofia serve para compreendermos a nós mesmos e ao mundo, e embora esta seja uma resposta correta, é preciso criar novos clichês e etiquetas (rótulos) para explicarmos para que serve isso ou aquilo, pois até mesmo isso ou aquilo podem não mais ser isso ou aquilo em algum momento, pelo simples fato de tudo se transformar, inclusive a própria História e nossa relação com tudo o que nos cerca e compete a nós.


Este livro em suas mãos não tem a pretensão de transformar sua vida. Aspira, porém, ainda menos a não transformá-la. É consenso: todos temos a capacidade de transformar nossa realidade, por mais dificuldades que as muitas variadas circunstâncias do cotidiano nos im­ponham, das mais banais às mais radicais; mas sabemos também que nada é tão fácil quanto se imagina e se quer, e é por isso que estamos conversando aqui e agora, nes­te “monólogo” de mim para você, leitor – e digo “mo­nólogo”, entre aspas, pois certamente você manterá um bom diálogo comigo e com você mesmo no decorrer desta leitura, mesmo que apenas minhas sejam as palavras em primeiro plano. Mas, o que quer este livro, então, se não é transformar ou não transformar? Concordando que temos a capacidade de transformarmos a nós mesmos, sabemos que temos a capacidade de fazer isso devido, também, às influências externas, pois somos indivíduos históricos e somos criados – por nós mesmos e pela sociedade – na medida em que existimos e em que a própria história acontece; sendo assim, já entendemos que não existe uma receita pronta para transformação alguma. Não existe ma­nual ou regra definida para todos que sirvam aos indi­víduos, pois cada um de nós sente e existe de maneiras absolutamente individuais. Por mais que uma “receita de felicidade” sirva para dez pessoas ao mesmo tempo, cada uma delas sentirá essa “receita” a sua própria maneira, e, ouso dizê-lo, é mais provável que uma pessoa se adapte à “receita” para que lhe sirva do que realmente exista uma “receita” que sirva para todo mundo. Resta-nos, então, a adaptação de nós mesmos por meio do conhecimento que temos sobre nós mesmos e tudo o que nos rodeia (e que nos influencia). E é isso o que este livro pretende: ele­var nossa busca por conhecimentos dos mais variados. Se servirá para uma ou dez pessoas, sinceramente, isso não cabe a mim analisar, mas sim, a cada um que participará de nossa conversa no decorrer destas páginas. Este, então, é um livro introdutório, cujo desejo maior e objetivo final é o diálogo – que, repita-se, apenas na sua leitura se com­pletará, caro leitor. Após lida a última página, você pode­rá, novamente, se perguntar para que serve isso ou aquilo em sua vida, como a História, a Sociologia ou a Filosofia.

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Quer o livro autografado? Chame nas redes sociais (links abaixo) ou pelo e-mail: marcobuzetto@hotmail.com.br

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Livro disponível pelos sites e lojas: Amazon (eBook), Livraria Cultura, Martins Fontes Paulista e Livraria da Travessa.

Disponível também na Livraria Atlântico (Brasil) e Chiado (Portugal): www.livrariaatlantico.com.br | www.chiadobooks.com
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27/07/2021

Racistas, assassinos, estupradores e demais Borbas Gatos nas fogueiras das vaidades

A "queima" da estátua de Borba Gato ainda gera discussão. Esta discussão, de forma geral, não aborda o fato de Manual de Borba Gato (1649-1718), um bandeirante, ter sido um caçador de indígenas e negros, assassino, estuprador e assassino de mulheres e crianças, racista etc. Não. O "debate" gira em torno de uma figura como esta ter sido queimada em praça pública em uma manifestação popular contra um governo tão parecido em suas violências quanto o próprio Borba Gato.

"Pautando" estes "debates" estão, em sua grande maioria, brancos conservadores que dizem prezar pela família e os bons costumes, mas que veneram figuras como a de Borba Gato, que dedicaram suas vidas a violências diárias contra homens, mulheres, crianças etc.

A problemática levantada contra a derrubada destas figuras históricas não está na figura em si de Borba Gato, mas no que elas representam: a morte do povo comum, das minorias sociais, a violência contra indivíduos e grupos específicos. Na fala de quem defende estas figuras, estas personagens, o que se tenta preservar é a liberdade destas práticas, sejam elas dos Borbas, dos Ustras, dos Bolsonaros, dos Fujimoris, dos Pinochets e tantos outros que atentaram contra a vida alheia em benefício de grupos identitários, em sua maioria brancos conservadores endinheirados (ou com alguma imaginação de status quo).

As personagens, as figuras, as estátuas, os monumentos, as arquiteturas, as placas e nomes de ruas e rodovias, percebam, toda construção e organização de cidades são modos que a história - do ponto de vista deles - encontrou para se manter no poder, subjugando, vigiando, condenando e punindo os "diferentes".

Precisamos, sim, revisar - como sociedade - a "presença" destas figuras em nosso dia a dia, e ensinar a história sem idolatria, mas também do ponto de vista dos derrotados, dos violentados, dos assassinados e ocultados pelo poder hegemônico.

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18/05/2021

Livro "Da Finitude de todas as verdades", 2021

Novidade novinha! Novo livro já está disponível.

"Da finitude de todas as verdades" é um livro para aproximar os curiosos do pensamento crítico e filosófico com linguagem simples, de fácil compreensão e profundidade necessária. 

Disponível na Livraria Atlântico (Brasil) e Chiado (Portugal):

"Quando falamos sobre conhecimento, verdade, saber, compreender, buscar, analisar, experimentar, transformar, o que queremos dizer? Compreendemos o sentido das palavras que insistentemente proferimos? Consideramos o sofrimento por trás de toda felicidade? E quando falamos sobre nós e o mundo que nos cerca, temos a mínima noção do que somos nós e de qual mundo estamos falando? Provavelmente não.".


Apresentação


Não é incomum ouvirmos (ou fazermos) perguntas como “Para que serve a Filosofia, a História ou a Sociolo­gia?”. Na verdade, questões como estas são muito comuns, principalmente se você estuda alguma destas áreas sumaria­mente menosprezadas no dia a dia, ou, então, extrapolando a vivência sobre os temas, se você é professor de uma destas matérias. Quando alguém me faz uma pergunta assim, como por exemplo “Para que serve a Filosofia?”, normalmente res­pondo de forma bem-humorada: “Bom, em primeiro lugar, serve para você não fazer mais essa pergunta”; e a conversa flui um pouco melhor com um sorriso no rosto (no meu, cla­ro). Em segundo lugar, eu diria que a Filosofia, a História ou a Sociologia, servem para nos comunicarmos, e assim compre­endermos uns aos outros da melhor maneira possível. Comu­nicar, porém, compreendendo a comunicação de informações coerentes, críticas, de conteúdo positivo que nutram nosso intelecto e possibilitem novas informações tão ricas quanto aquelas que absorvemos, transformamos e compartilhamos. Claro, existem os clichês que nos dizem que a Filosofia serve para compreendermos a nós mesmos e ao mundo, e embora esta seja uma resposta correta, é preciso criar novos clichês e etiquetas (rótulos) para explicarmos para que serve isso ou aquilo, pois até mesmo isso ou aquilo podem não mais ser isso ou aquilo em algum momento, pelo simples fato de tudo se transformar, inclusive a própria História e nossa relação com tudo o que nos cerca e compete a nós.


Este livro em suas mãos não tem a pretensão de transformar sua vida. Aspira, porém, ainda menos a não transformá-la. É consenso: todos temos a capacidade de transformar nossa realidade, por mais dificuldades que as muitas variadas circunstâncias do cotidiano nos im­ponham, das mais banais às mais radicais; mas sabemos também que nada é tão fácil quanto se imagina e se quer, e é por isso que estamos conversando aqui e agora, nes­te “monólogo” de mim para você, leitor – e digo “mo­nólogo”, entre aspas, pois certamente você manterá um bom diálogo comigo e com você mesmo no decorrer desta leitura, mesmo que apenas minhas sejam as palavras em primeiro plano. Mas, o que quer este livro, então, se não é transformar ou não transformar? Concordando que temos a capacidade de transformarmos a nós mesmos, sabemos que temos a capacidade de fazer isso devido, também, às influências externas, pois somos indivíduos históricos e somos criados – por nós mesmos e pela sociedade – na medida em que existimos e em que a própria história acontece; sendo assim, já entendemos que não existe uma receita pronta para transformação alguma. Não existe ma­nual ou regra definida para todos que sirvam aos indi­víduos, pois cada um de nós sente e existe de maneiras absolutamente individuais. Por mais que uma “receita de felicidade” sirva para dez pessoas ao mesmo tempo, cada uma delas sentirá essa “receita” a sua própria maneira, e, ouso dizê-lo, é mais provável que uma pessoa se adapte à “receita” para que lhe sirva do que realmente exista uma “receita” que sirva para todo mundo. Resta-nos, então, a adaptação de nós mesmos por meio do conhecimento que temos sobre nós mesmos e tudo o que nos rodeia (e que nos influencia). E é isso o que este livro pretende: ele­var nossa busca por conhecimentos dos mais variados. Se servirá para uma ou dez pessoas, sinceramente, isso não cabe a mim analisar, mas sim, a cada um que participará de nossa conversa no decorrer destas páginas. Este, então, é um livro introdutório, cujo desejo maior e objetivo final é o diálogo – que, repita-se, apenas na sua leitura se com­pletará, caro leitor. Após lida a última página, você pode­rá, novamente, se perguntar para que serve isso ou aquilo em sua vida, como a História, a Sociologia ou a Filosofia.

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Quer o livro autografado? Chame nas redes sociais (abaixo) ou pelo e-mail: marcobuzetto@hotmail.com.br

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Pré-venda via: Amazon, Livraria Cultura, Martins Fontes Paulista e Livraria da Travessa. Entrega a partir de 24 de maio.

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07/11/2020

O papel socioeducativo da literatura, Etec Ângelo Cavalheiro

No dia 05/11/2020, pela Etec Ângelo Cavalheiro de Serrana/SP, tivemos uma conversa com o escritor e professor Marco Buzetto sobre literatura e sociedade com uma linha temporal sob o prisma de grandes obras literárias, começando com O Marinheiro (1913) do escritor português Fernando Pessoa, passando pelo O Grande Gatsby (1925) de F. Scott Fitzgerald, O Lobo da Estepe (1927) de Herman Hesse, Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (1949) de George Orwell, o novo livro póstumo de Dostoiévski, Escritos da Casa Morta (1860) e o recente Sobrevivendo no Inferno - Racionais MC's (2018), de Aucuam Oliveira sobre um dos grupos de Rap mais importantes na história da música brasileira.

O bate-papo teve como objetivo as aproximações entre literatura, sociedade e política com vistas ao fomento à leitura de bons livros e à cultura literária entre jovens e adultos.


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24/10/2020

Papo Cultura, Escola Estadual Professor Alcides Corrêa convida: Marco Buzetto

O projeto cultural criado pelos professores João "Jofra" Francisco Aguiar e Arnaldo Neto (Os Arnaldos) em parceria com escolas da cidade de Ribeirão Preto e Serrana, São Paulo, para registro digital e difusão da cultura.

Neste episódio o convidado é o professor e escritor Marco Buzetto falando um pouco sobre seus livros, influências, processo criativo, bibliotecas, educação e docência. Disponível na página da Escola Estadual Professor Alcides Corrêa de Ribeirão Preto/SP: https://www.facebook.com/watch/live/?...


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Volta às aulas e outros papos, com a profa Katrini Alves | Marco Buzetto

Hoje tive uma conversa descontraída com a professora Katrini Alves sobre volta às aulas, o retorno consciente, questões sociais e estruturais dos ambientes escolares e a pandemia de Covid-19 no estado de São Paulo e no Brasil. Confira.

Siga: Katrini Alves: https://www.facebook.com/katrinialves


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Sons da Escrita EP3 com Alesandro Parmonte | Marco Buzetto

No Sons da Escrita, 3º episódio, conversamos com o escritor Alesandro Parmonte que falou um pouco sobre seu livro de estreia "O Caçador de Maraguás". Confira o bate-papo.



Siga Alesandro Pamonte https://www.facebook.com/alesandrobat...

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