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02/02/2013

Ensaio "Alguns não pecam por nada" - 03/02/13

"Inovação e excentricidade extravagante acima de tudo" - Marco Buzetto

“Innovation and extravagant eccentricity, that’s all folks”. – Marco Buzetto
 
 
Amanhã, dia 3 de Fevereiro, daremos início ao ensaio “Alguns não pecam por nada”. Uma pequena tour para o ensaio fotográfico e a gravação de um making off, que farão parte do material publicitário do livro “Rebeca – Alguns não pecam por nada”.

Tomorrow, February 3rd, we will begin the essay "Some do not sin for nothing." A small tour to the photo shoot and recording a making off, that will be part of the publicity material of the book "Rebecca - Some do not sin for nothing."



O ensaio conta com as modelos Naiara Oliveira e Stefania Gomes, o fotógrafo Danilo de Paula e o produtor audiovisual Felipe C. Cassavaro.



The experiment features the models Naiara Oliveira and Stefania Gomes, the photographer Danilo de Paula and audiovisual producer Felipe Cassavaro.


As imagens produzidas irão compor, basicamente, cenas do livro, nas quais Rebeca busca suas respostas em questionamentos repletos de exageros e excentricidades com o álcool, a filosofia e o sexo.
 
The images produced will compose scenes of the book, in which Rebeca seeks answers on questions full of excesses and eccentricities with alcohol, philosophy and sex.

 
Buscando inovação na união destas artes, fotografia, cinema e literatura, nós pretendemos criar algo totalmente novo em matéria de publicidade literária. Talvez, o início de uma nova escola, quem sabe.



Seeking innovation in the union of these arts, photography, film and literature, we want create something totally new on advertising literature. Perhaps the beginning of a new school, maybe.


 
A conclusão do trabalho você pode conferir a partir da segunda quinzena do mês de Fevereiro de 2013.
 
The conclusion of this work you can check out from the second fortnight of February 2013.
 
 
... Mas, é claro que deixaremos uma prévia para você se deliciar aqui.
... But of course we'll leave you a preview to relish here.
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21/01/2013

Rebeca e A Negação do Amor

Verbos Venenosos

 
 
Rebeca transa com a verdade como uma prostituta ou uma adolescente embriagada, fazendo tudo o que lhe vêem a cabeça.


― Eu chupo a verdade e deixo-a gozar na minha cara. – pensou ela sussurrando, meio que afirmando suas próprias expectativas.

― O que você não sabe, Rebeca, é o motivo que te tornou essa pessoa obcecada por respostas plausíveis. Qual é o motivo? Existe algum? Você faz o que faz, é o que é por qual razão? Você ao menos possui alguma?

― Não preciso de razão. Porém, quero ir mais além. Quero ir a fundo. Quero buscar na alma das pessoas suas razões, não as minhas, para continuarem sendo o que são. Para continuarem vivendo. – dizia Rebeca. Quero buscar as razões que fazem a sociedade se mover rumo a essa visível catástrofe sócio-plasmática. Se é o amor, tanto faz. É isso o que eu busco. Quero saber o que existe no centro dessa amálgama injuriada chamada ser humano.

― Mas Rebeca, tanto tempo se passou desde o começo destas páginas que lhe atribuem vida, e nada você aprendeu? – indagou alguém que penetrava seu corpo.

― Quero os detalhes. Quero o sangue, a saliva e o suor de cada explicação. Quero ter um orgasmo para cada resposta que me derem. Quero sentir nas paredes do meu útero o gozo da contradição em cada palavra jorrada pela boca das pessoas. – respondeu a garota Rebeca. Aliás, algumas semanas resumidas em poucas páginas não bastam. Eu quero mais... Eu tenho muito mais a ser explorado.

― Você perdeu o foco. Perdeu o prazer... Não sabe mais onde procurar, pois não sabe mais o que está procurando. Não sabe mais quem você mesma é.

― Eu sou Rebeca! Rebeca von Weisheit, o Amor e a Solidão.

Os dias na vida de Rebeca passavam lentamente. Tão velozes como um trem-bala, como um turbilhão. E a garota/mulher continuava sua busca pelas respostas de algumas perguntas as quais apenas ela conhecia. Questões, talvez, nunca compreendidas em sua mente. O whiskey já não ajudava mais. A vodka pura, russa, de Anna já não respondia questão alguma. O gim, o absinto, a sambuca, o vinho, nem mesmo o hidromel de Aske lhe trazia algum devaneio objetivo, ou um pouco menos vago do que o de costume.

...

Quem precisa do amor, de amor? Quem precisa amar? Quem, por mil demônios e anjos, precisa ser amado, afinal de contas? Quem quer ser afrontado, contrariado, escravizado... Quem quer sucumbir ao amor? Quem quer ser suicida?

O amor não é um sentimento a dois. Não pode, por natureza, existir um amor único entre duas pessoas. Cada um possui seu próprio amor: o amor pelo outro. Um relacionamento: dois amores! E eles, os amores a dois, são solitários. Um sentimento de amor briga com o outro pela ocupação do espaço entre dois corpos. Para que um fique, o outro precisa partir. É assim num contrato a dois. Pois, não é isso o casamento? Um contrato? Não são os DOIS, mercadoria? Não está UM cedendo a utilização do seu corpo, de si, ao outro, pelo tempo em que permanecerem juntos? A união é um comércio.

Como pode, então, o AMOR ser feliz, cedendo seu lugar a outro, diminuindo sua potência, ou até mesmo deixando de existir? Para que duas pessoas se amem, verdadeiramente, em sua totalidade, de verdade, é preciso que não amem um ao outro.

O amor é solitário! Só se pode amar sozinho! Não se pode ter amor ao lado de outra pessoa, de outro amor. De fato, quem ama, quem realmente sente amor e quer o amor, está e estará sempre, a todo instante, sozinho. Pois, uma relação a dois, três... se baseia em ceder: ceder aos pontos de vista do outro, ceder às vontades do outro, dizer não! a si mesmo. E quem, sejamos francos, pode ser dono o bastante de si mesmo e de seus sentimentos a ponto de dizer não! ao outro, ao amor do outro?

A solidão ama! Não as pessoas. As pessoas não amam. A solidão ama, pois o amor ama a si mesmo.

Então, o que torna possível um relacionamento? O que torna possível que duas pessoas fiquem juntas, permaneçam unidas? Bom, não é o amor! Pois, quando se está junto, a vida continua, e as conquistas também. As responsabilidades aumentam. Os gastos, as necessidades, o trem continua no trilho e o preço que mantém seu combustível é alto. A vida continua a se construir, e um segue pelo caminho do outro, juntos, meio que sem querer; mais ou menos por impulso, pela alienação do “estar junto”, meio que sem saber por que se está indo para o mesmo lado. Essa é a conveniência!

É conveniente fazer o que o Outro quer, para que eu também consiga fazer o que Eu quero. Faça de novo, e de novo: vire-se para trás, e volte! É assim que funciona. É uma troca, não é mesmo? Eu faço o que você quer, hoje, e você faz o que eu quero, amanhã. Pode ser? Está bem assim? Está bom pra você? E, caso uma das partes não cumpra com seu acordo, pronto!, está aí: crise, um impasse. Não minta! Mantenha seu mundo real em mim! Enlouqueça! Grite; esperneie. Mas, mesmo assim, o outro amor está aí, tentou sobreviver, se sobressair. Mas, não! Aqui não, meu amigo! Só há espaço para um amor. O outro que ceda espaço. O outro que dê o braço á torcer. O outro que chore em silêncio quando eu não estiver olhando.

Quando você, Amor, estiver sozinho, quieto no seu canto, acabado de acordar de uma noite de choradeira ainda com lágrimas nos olhos... Aí sim! Agora sim você pode olhar para frente e enxergar o horizonte. Aí sim você pode ver o resto do mundo à sua frente.

A solidão ama o amor, pois ama também a vida, o viver.

A solidão existe quando se está acompanhado. Não quando se está sozinho.

A solidão existe quando se tenta mostrar ao outro o amor por seu próprio ponto de vista. E dói quando o outro o aceita, pois o amor desaparece.

O amor é um gênio forte, e quer continuar vivo, ativo, excitado!

O amor é um gênio forte, que não quer partilhar um pedaço de si com o outro.

O amor a dois é solitário. O amor a dois é triste, pois chora sozinho pedindo espaço. Chora sozinho pedindo atenção.

O amor ama a solidão, pois assim pode continuar vivo. A cumplicidade mata o amor. Queima sua existência. Fura seus olhos com um prego quente, e o deixa chorando sangue.

O amor morre quando há união. E quando acaba o amor, o que sobra é o casamento. A conveniência da união.

 Tome cuidado, Amor. – gritou Rebeca. Pois, quando provarem seu sabor, quando perceberem sua existência, outro tentará tomar seu lugar. Coitado de você, Amor. Fuja! Corra! Esconda-se nas montanhas, nas cavernas, no fundo dos oceanos. Esconda-se na escuridão de um útero virgem, e fique lá até que possa nascer sozinho, ou até que percebam que você também fala suas próprias palavras.

 
BUZETTO, Marco. Rebeca - alguns não pecam por nada; p. 118. São Paulo: Copacabana Books, 2013.

06/12/2012

Trecho do livro Rebeca - Alguns não pecam por nada

 

Cap. 9, Parte 2 - Amar ao Contrário

Se amar, de maneira natural, é querer estar o mais próximo possível da pessoa à quem se tem este sentimento, amar ao contrário é quase a mesma coisa. É o mesmo sentimento, com, talvez, a mesma potência. Porém, este amor pede distância. Pede o mais alto nível de individualidade possível. Amar ao contrário quer dizer manter-se unido a alguém pela necessidade inco
mpreensível de estar longe. Neste ponto, a igualdade entre o amor natural e o amor ao contrário. Um sentimento incompreensível. Um sentimento que não polpa esforços, que não mede prestígios, que não implora pequenas coisas.

Amar ao contrário é querer estar o máximo possível distante da pessoa que se ama. É querer, de tão próximo, correr o mais rápido possível para longe, para fora.

Amar ao contrário, ao contrário do que pode se pensar, é continuar amando.

Amar ao contrário é sentir tanto amor pela pessoa desejada que se sente a necessidade de ver, ouvir e sentir este amor pelo lado de fora, como na visão de um desconhecido. Amar ao contrário é querer estar longe o bastante para se poder admirar ao máximo quem se ama.

Amar ao contrário, ao contrário do que pode se pensar, é gritar o mais alto e forte possível: “eu te amo”, desde que se esteja longe o bastante para que ninguém escute.

Amar ao contrário, não é sofrer calado. Nada disso. Amar ao contrário é desejar que a distância não tenha fim, para que se sinta vontade de chegar cada vez mais perto de quem se ama.

Amar ao contrário é a vontade de sentir saudade.

Amar ao contrário é a vontade de estar longe, para querer chegar mais perto.

Amar ao contrário.
― Ao contrário: amar. – dizia Rebeca. Amar é o sentimento mais humano, talvez, que existe. Animais não amam. Eles possuem instinto de sobrevivência. Animais não choram pela falta do amor. Mas sim, pela falta do corpo presente que defenda seus iguais. Isto é o amor, para o ser humano? Ser humano é abandonar nossa natureza e ancestralidade instintiva? Ser humano é deixar de existir enquanto ser natural? É deixar de existir enquanto matéria criadora?

― Ser humano, Rebeca, então é fazer do sexo, daqui em diante, um ato meramente repugnante, que nem a reprodução servirá, tamanha é a frieza que o Homem cultiva dentro de si?

― Não sei, meu amigo. E pretendo também não pensar nisso. – respondia Rebeca. Afinal, isso não é conversa para um bom capítulo. Amar ao contrário. Este sim é um bom tema.

Amar ao contrário. Quem nunca sentiu amor assim? Quem nunca sentiu esta vontade, ou no mínimo a dúvida que rondasse a cabeça, de gostar tanto de uma pessoa a ponto de querer deixá-la? Como aquele olhar profundo, direto na alma, que pode ser traduzido pela frase “eu te amo tanto, que prefiro terminar tudo”. Esta frase que se mostra egoísta nada mais é que, também, um egoísmo ao contrário. É o egoísmo pelo o outro, e não por si mesmo. O egoísmo que pede que se pense primeiro para fora, e por último para dentro.

Afinal, o amor move as pessoas?

O que indica que o tempo passou?

― Não sei ao certo. Se tanto o amor quanto a fé move montanhas, e as pessoas? São movidas por estes sentimentos também? A fé é a crença forte em alguma coisa. E o amor? Também é um sentimento de crença ferrenha em algo ou alguém? É o amor que move os outros sentimentos? – indagava Rebeca, ao vento.

― Como é, Beca?

― O amor, Anna. É o amor que move o mundo?

― Putz... Não sei, Beca. De onde veio esta pergunta? Você estava aí, quieta, bebendo seu café. Pensei que você estivesse cansada, ou tão longe que não estivesse com vontade de conversar. – respondeu Anna. Quem diria que em plena nove da manhã você viria com esta pergunta, assim, do nada.

― Não foi “do nada”, minha amiga chocólatra. Eu estava pensando nisso noite passada. Essa pergunta foi apenas um eco do que pensei ontem.

― Você é um caos, Beca, minha querida amiga eternamente apaixonada. Se fosse um livro, você seria um livro caótico, difícil de acompanhar; talvez até cansativo. Apesar de curioso ao se olhar para a capa.

― Se eu fosse um livro, Anna, tenho certeza que poucos me leriam. O que há de emocionante em mim, para que outros saibam pelas páginas? Que escritor seria medíocre o bastante para escrever algumas centenas de páginas sobre mim? – respondia. Não Anna. Nada disso. Eu não sou tema bom o suficiente para me dar ao luxo de ao menos pensar que um dia alguém se interessaria por mim assim. Afinal, nem como pessoa em mim se interessam. Quando mais em uma história em forma de livro.

Quero que me amem ao contrário, Anna. Quero que mantenham distância de mim. Quero que as pessoas me amem a tão ponto que comecem a correr sem direção, como baratas desesperadas tentando se salvar, com a única certeza em mente: se salvar a todo custo. Não estou aqui para ser amiga de ninguém. Não estou aqui para ser amante de ninguém. Não estou aqui para fazer carinho ou dar carinho. Não estou aqui. Eu, Rebeca, não existo, e continuarei não existindo. Não quero que beijem minhas mãos. Quero ser antropófaga, e comer minha própria carne até o último grama. Quero ser apenas um vazio, aquele vazio que todos sentem, mas não se sabe do que. Um fantasma que não deixará nenhuma lembrança. Quero apenas estar aqui agora, e nunca mais depois. Talvez seja exatamente isso o que procuro. Meu final. Sim. Acho que é isso. Quero o meu fim a todo custo. Vivo me perguntando por que as pessoas parecem querer se destruir, quando na verdade sou que quero. Ou também quero. Porém, aqui se levanta outra questão quanto a minha resposta: por que eu quereria o meu próprio fim?

Está vendo, Anna, meu amor? Mesmo que eu responda tudo o que for perguntado, seja no outro ou em mim, no planeta Terra ou fora dele, para toda a resposta haverá outra questão que eu farei... E nunca encontrarei meu final. Pois, meu final é a extinção de todas as questões.

― Enfim você encontrou seu motivo. – parabenizou Anna. Enfim você conseguiu a resposta que tanto procurava. Finalmente escreveu sua última página. Agora pode parar de mortificar a si mesma. Agora pode parar de...

― Não sei Anna. Não sei se encontrei.

(continua na Parte 3, Cap 9 - Além do Arco-íris)

04/12/2012

O Jardim de Letícia - Uma garota chamada Sofrimento

16 anos de caos e confusão
Por Marco Buzetto

ADENDO:

Esta história é baseada em fatos reais. O nome da garota será preservado, assim como quaisquer informações descritas nesta história. Chamaremo-na, então, Letícia.
Sendo assim, qualquer semelhança que venha a se encontrar neste texto será mera coincidência.


Parte XI

Quebrando todos os paradigmas positivos, Letícia continua seu romance com o perigo, transando com deus e o mundo. Ela sabe, e todos os que transaram com ela também. Mas, qual é o problema? Uma garota não pode se libertar das amarras? Letícia não podia quebrar os padrões de “boa moça” impostos pela sociedade? Onde estavam as verdades? Por que o sexo não podia servir como uma válvula de escape para uma garota com seus 16 anos e hormônios feitos vulcões em erupção? O que seria melhor que isso? O que seria melhor que o veneno do prazer correndo por suas veias, sua boca e seu ventre? O que seria melhor do que o prazer escorrendo por suas pernas?

Algumas pessoas lêem, outras lutam; algumas estudam, outras ajudam uns aos outros. Porém, o que há de errado em uma garota, no auge de suas vontades, matar o tempo ocioso com atos marginais, completamente contra a lei, com homens juramentados?


(continua na Parte XII)

29/11/2012

O Jardim de Letícia - Uma garota chamada Sofrimento

16 anos de caos e confusão
Por Marco Buzetto

ADENDO:

Esta história é baseada em fatos reais. O nome da garota será preservado, assim como quaisquer informações descritas nesta história. Chamaremo-na, então, Letícia.
Sendo assim, qualquer semelhança que venha a se encontrar neste texto será mera coincidência.


Parte X

Eles disseram que ela era fria, intocável. Mas não. Letícia só queria ser livre. Mas estava feliz em estar sozinha, na estrada. “Adoro um pênis que não seja do meu namorado me rasgando. Adoro falar besteira durante o sexo. Adoro um pinto bem grosso na minha boca, me afogando”. E por aí continuava ela, Letícia, a devanear sobre seu gosto pelo sexo. E seu confidente ali, do outro lado da linha, apenas ouvindo tudo o que a garota tinha a dizer. Era como uma estação, com trens chegando e partindo a cada hora. Uma insanidade juvenil que gozava alegria por dentre as pernas. Letícia simplesmente se encontrava em tudo o que havia de errado naqueles momentos. Sem arrependimento.

Porém, um dia, em uma daquelas posições obscenas, Letícia sentiu um vazio tremendo no coração, como se alguma coisa estivesse errada. No entanto, o que seria? Haveria alguma coisa para se arrepender nesta vida cheia de erros e pornografia?
(continua na Parte XI)

27/11/2012

O Jardim de Letícia - Uma garota chamada sofrimento

16 anos de caos e confusão
Por Marco Buzetto

ADENDO:

Esta história é baseada em fatos reais. O nome da garota será preservado, assim como quaisquer informações descritas nesta história. Chamaremo-na, então, Letícia.
Sendo assim, qualquer semelhança que venha a se encontrar neste texto será mera coincidência.

Parte IX

Um dos assuntos de que Letícia gostava de conversar eram suas posições sexuais favoritas. Tudo o que fazia com seus companheiros durante a traição do namorado, Letícia contava para o tal confidente. E ela não se cansava de falar. Não, não se cansava. E adivinhem sua posição favorita. “Eu adoro ficar de quatro, com ele puxando meu cabelo”. Sim. Exatamente essa imagem, leitor, que surgiu em sua cabeça. Letícia simplesmente adorava esta posição, mais do que qualquer outra durante todas as horas já viajadas por ela pelos prazeres sexuais. “O PM me pegou de quatro, e depois a gente fez um 69; e ele gozou na minha boca. Eu nunca tinha sentido o gosto antes”.

Marcar uma transa com Letícia não era uma coisa difícil de ser feita. Você conversa como quem a adorasse, pede o número do telefone e ela passa sem perguntar mais nada. Na quinta-feira, lá estão vocês, transando como se fosse à última vez.

(continua na Parte X)

19/11/2012

O Jardim de Letícia - Uma garota chamada sofrimento

16 anos de caos e confusão
Por Marco Buzetto

ADENDO:

Esta história é baseada em fatos reais. O nome da garota será preservado, assim como quaisquer informações descritas nesta história. Chamaremo-na, então, Letícia.
Sendo assim, qualquer semelhança que venha a se encontrar neste texto será mera coincidência.
 
Parte VIII


Para seus pais, Letícia não passava de uma garota comum. Uma menina bonita, que possivelmente possuía seus admiradores. Mas nunca, absolutamente nunca a imaginavam como uma meretriz. Apesar das putas cobrarem pelo serviço, e Letícia não. Pois, para Letícia aquilo não era profissão, como já entendemos; era orgulho, prazer puro, vontade... Uma vontade recoberta de pecado e impunidade. E seus pais não faziam a menor idéia do que acontecia em sua casa quando estes não estavam. Ah se os lençóis da cama de sua mãe falassem. Ah se as cortinas e o sofá, a mesa da cozinha e os azulejos do banheiro falassem. O mundo descobriria uma nova garota. Pais e mães acorrentariam seus filhos.

Eu só posso pedir desculpas por tanta sinceridade. Porém, sinceridades que compõe a realidade. Eu gostaria de estar errado, mas não estou. E os pais desta garota, coitados... Eles imaginam sua filha com a pureza de uma jovem; como a melodia de um piano.

(continua na Parte IX)

O Jardim de Letícia - Uma garota chamado sofrimento

16 anos de caos e confusão
Por Marco Buzetto

ADENDO:

Esta história é baseada em fatos reais. O nome da garota será preservado, assim como quaisquer informações descritas nesta história. Chamaremo-na, então, Letícia.
Sendo assim, qualquer semelhança que venha a se encontrar neste texto será mera coincidência.
 
Parte VII


Se Letícia houvesse nascido na velha Londres do século XIX com certeza estaria rica. Seria a senhora do prazer na cidade. Sua fama ultrapassaria todos os limites. Até alguém acabar com sua vida ao fio de uma lâmina, ou encontrando a morte em doenças sexuais da época. O que Letícia fazia não era original. E ela não tomava o sexo como profissão; apenas como satisfação pessoal. Porém, o que fazia de Letícia uma garota digna de análise era o fato de possuir seus 16 anos de idade, e uma fúria sexual inigualável. Amigos, inimigos, chegados; médicos, policiais, professores; tanto faz. Letícia estava lá, com as pernas abertas e sem barreiras, em posição de fácil acesso.

Letícia, uma garota esquecida pelo cotidiano, mas que servia muito bem aos princípios de homens sem princípios. Não importava se transasse com homens solteiros, ou com casados e com filhos. A idéia era se perder cada vez mais.
 
(continua na Parte VIII)

O Jardim de Letícia - Uma garota chamada sofrimento


16 anos de caos e confusão
Por Marco Buzetto

ADENDO:

Esta história é baseada em fatos reais. O nome da garota será preservado, assim como quaisquer informações descritas nesta história. Chamaremo-na, então, Letícia.
Sendo assim, qualquer semelhança que venha a se encontrar neste texto será mera coincidência.
 
Parte VI

A grande festa no jardim continuava, e Letícia possuía um confidente. Este a ouvia sempre que o peso de seus atos a faziam chorar. E muitos momentos assim existiam. Porém, era alguém distante, mais velho; mais novo do que as vítimas de Letícia. Estes sempre na casa dos 35 a 45 anos. Mas este confidente não servia para o sexo. Não na opinião de Letícia. Ele estava ali como um amigo. Um verdadeiro amigo. A única pessoa de confiança, por opção da garota. Realmente se podia confiar nesta pessoa. O único homem que não tentava adentrar a vagina de Letícia. A única pessoa que a via com olhos humanos, não animais. Sem beijo, sem abraço, sem sexo. Apenas diálogos.

Muita conversa jogada fora pela madrugada, até 2, 3 horas da manhã. O confidente ouvia tudo o que era feito durante o dia e a noite. Tudo o que a garota Letícia fazia com seus parceiros o confidente acabava por saber, às vezes, enojado, às vezes, excitado.
(continua na Parte VII)

13/11/2012

O Jardim de Letícia – uma garota chamada sofrimento

16 anos de caos e confusão
Por Marco Buzetto

ADENDO:

Esta história é baseada em fatos reais. O nome da garota será preservado, assim como quaisquer informações descritas nesta história. Chamaremo-na, então, Letícia.
Sendo assim, qualquer semelhança que venha a se encontrar neste texto será mera coincidência.

Parte V 

Ela tinha experiência. Sim! Letícia possuía uma experiência sexual, com seus 16 anos, muito maior do que milhares de casais por toda parte. Tudo o que havia para se fazer durante uma transa Letícia já havia feito. No carro; em corredores de cana; sobre uma moto velha e imunda de barro; na cama; na escola; na delegacia; de quatro; deitada de vários lados ou em pé em vários ângulos imagináveis. Atrás de um tapume; no quintal de sua casa; na casa de seus parceiros casuais; de manhã, à tarde ou à noite; de porta fechada em sua casa com seus pais assistindo a TV no domingo, ou quem sabe no chuveiro. Não importa. Letícia estava ali, transando, beijando, abrindo as pernas para qualquer um. E sem um centavo no bolso.

Se Letícia tinha namorado? “Sim, namoro há um ano e meio o mesmo cara”. Isso surpreende alguém a esta altura da história? Isso realmente importa agora? Acredito que não. Nem a mim, ou a você. Tampouco pra ela, Letícia.
 
(continua na Parte VI)

O Jardim de Letícia – uma garota chamada sofrimento

16 anos de caos e confusão
Por Marco Buzetto

ADENDO:

Esta história é baseada em fatos reais. O nome da garota será preservado, assim como quaisquer informações descritas nesta história. Chamaremo-na, então, Letícia.
Sendo assim, qualquer semelhança que venha a se encontrar neste texto será mera coincidência.

 
Parte IV
O jogo acabou! Letícia queria dançar mais uma música. Mas não! Hoje não. Pois já dançara um ritmo arriscado com um membro de uma organização militar de sua cidade. Este a buscou em casa, de viatura. Momentos mais tarde, lá estavam eles em um colchão velho jogado no chão da delegacia. E enquanto se beijavam o homem que deveria assegurar que um fato daquele nunca acontecesse, tirava a roupa de Letícia, enquanto esta desejava fortemente sentir que ele a amava. Mas em sua mente ela sabia que não. Com ela nua, mais uma vez seu corpo era penetrado com voracidade. As posições não eram exóticas, mas o momento sim. O ato constrangia quem soubesse dele.

E ali, no chão imundo de uma delegacia provinciana, em uma tarde encalorada, Letícia tinha sua vontade realizada. E no final, antes desta esconder-se na viatura novamente de volta pra casa, um jorro de esperma preenchia sua boca.

(continua na Parte V)

08/11/2012

O Jardim de Letícia – uma garota chamada sofrimento

16 anos de caos e confusão
Por Marco Buzetto

ADENDO:

Esta história é baseada em fatos reais. O nome da garota será preservado, assim como quaisquer informações descritas nesta história. Chamaremo-na, então, Letícia.
Sendo assim, qualquer semelhança que venha a se encontrar neste texto será mera coincidência.

Parte III
 

“Minha inocência! Minha inocência! Minha inocência” repetia ela a todo instante. Mas ninguém ouvia. Ninguém estava interessado nestas palavras. “Minha infância”... “Ah minha infância”, chorava ela, a garota Letícia. Mas, nem a infância, tampouco a inocência retornariam. Mesmo com Letícia implorando, “voltem pra mim”. Sua mente se tornava uma caixa repleta de poeira, poeira de culpa. Culpa por se manchar. Culpa por ser vista a todo o momento apenas como um objeto de desejo; um corpo feito apenas para o sexo, para o beijo, para funções meramente instintivas. Letícia sente-se deprimida, com o resto do coração partido. Mas não se dava conta de que seus sentimentos eram profundos.

No entanto, para esconder sua tristeza, a garota de cabelos negros e pele suavemente morena fazia absolutamente tudo de novo. Ao invés de abrir seu coração, suas pernas eram um convite perfeito para mais alguns minutos de emoção.

(continua na Parte IV)

O Jardim de Letícia – uma garota chamada sofrimento

16 anos de caos e confusão
Por Marco Buzetto

ADENDO:

Esta história é baseada em fatos reais. O nome da garota será preservado, assim como quaisquer informações descritas nesta história. Chamaremo-na, então, Letícia.
Sendo assim, qualquer semelhança que venha a se encontrar neste texto será mera coincidência.
 
Parte II

Letícia queria apenas ser ela mesma, e queria ser a primeira. Um estilo de vida sem a menor simplicidade, mas, repleta de simpatia. “Eu só quero ser a primeira”, repetia ela em sua cabeça, enquanto recebia outro membro por entre suas pernas. Intocável! Não... Nunca. Letícia teve seu corpo violado aos 12 anos de idade. Porém, por mais que se pense o contrário, assim como reza a lenda, fora por vontade própria. Letícia assim o quis. Decidiu, no nascer dos seus 12 anos de idade, abrir os portões de seu templo para receber o primeiro de muitos que viriam pela frente... Por detrás... Mesmo que o trocadilho seja infame.

Mais um dia, não interessava a que momento, mais uma vez ali estava, um corpo sexy, consciente deste fato, alto, com seus cabelos negros descendo pelos ombros finos e tocando levemente os seios.

(continua na Parte III)

O Jardim de Letícia – uma garota chamada sofrimento

16 anos de caos e confusão
Por Marco Buzetto

ADENDO:

Esta história é baseada em fatos reais. O nome da garota será preservado, assim como quaisquer informações descritas nesta história. Chamaremo-na, então, Letícia.
Sendo assim, qualquer semelhança que venha a se encontrar neste texto será mera coincidência.


Parte I

No alto de seus 16 anos, auge de sua sexualidade adolescente, exalando feromônios ao vento para que todos soubessem de suas intenções, a garota Letícia não fazia a menor questão de esconder seu gosto pela ousadia, pela excitação, pela adrenalina que sentia ao beijar um, outro, mais outro... E não se importava onde, quando ou quantos estariam por lá, desde que suas expectativas se realizassem. Desde que fosse satisfeita sua vontade. Alguns diziam “ela é linda”, outros, “uma vagabunda”. Mas, não importava. Letícia já havia feito sua escolha. Tarde demais. O show já havia começado... Mesmo ela jurando não acontecer de novo.

Não era apenas saliva que escorria pelo canto dos lábios de Letícia; e sim, um mosto de saliva e vinho; e com o tempo, a este tempero agridoce se juntava um ingrediente a mais, saído do corpo de mais uma vítima em comum acordo.
__________________
(continua na Parte II)