23/06/2015

Nota de esclarecimento [político].

Por às vezes ser questionado sobre minhas opiniões políticas e afiliações, estou deixando claros aqui alguns pontos para acabar com falsos testemunhos e algumas míticas ao redor deste assunto sobre mim.

Para começar, nunca fui filiado ao Partido dos Trabalhadores e não concordo com muito de suas práticas políticas. É claro que, assim como o histórico de vida de muitos, também me identifico com partidos que dialogam com classes operárias, sendo esquerda ou não. Mas, não faço e nunca fiz parte do PT, oficial e/ou extraoficialmente.
É de informação pública que sou afiliado ao Partido Republicado do Brasil (por este foi minha candidatura a vereador). No entanto, minha filiação não foi uma negação a outros partidos, assim como não unicamente por identidade ligada ao partido em questão. Deixo clara, também, minha iniciativa de desfiliação do mesmo há algum tempo. Registro também minha atual falta de interesse em afiliações a quaisquer siglas.

Acredito que a Política como um tudo é e sempre será parte exclusiva e tópica de um processo democrático em benefício da sociedade. Siglas partidárias apenas sintetizam opiniões ditas democráticas, mas que, em várias ocasiões, desvirtuam seus próprios ideais.

Não acredito em um Brasil politizado, ao menos não agora, e possivelmente até os próximos 50 anos (no mínimo dos mínimos). Explico: o Brasil é um país relativamente novo. Enquanto democracia, o Brasil apenas saiu do berço, lembrando que nossa constituição vigente possui pouco mais de 25 anos (26, para ser mais exato; 5 de outubro). Além disso, após várias constituições oficiais, nossa Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é a sétima escrita (sem levar em conta a Constituição de 1969), portanto, ainda muito recente. E como política não se ensina nas escolas, infelizmente (minha opinião enquanto professor), duvido muito que ao menos um terço da população se interesse em aprender o suficiente para rastejar rumo à qualquer tipo de mudança real no sistema sociopolítico nacional. Digo rastejar no sentido literal, não pejorativo.

Sem contradições ou demagogias, mesmo assim, acredito em iniciativas e participações políticas por parte da sociedade. Manipuladas ou não, este é outro ponto, e sinto calafrios quando ouço frases do tipo “o povo votou neste ou naquele, então merece...”. Pois, de que “povo” estão falando? Qual sua classe, sua formação, sua parcela de esclarecimento?

Enfim. Pouco vejo, ultimamente, políticos verdadeiramente interessados em fazer política pelo o povo, e, em sua grande maioria, tentando apenas se tornar heróis de causas ou bandeiras que hoje estão muito distantes da realidade. Enquanto brigam por velhos títulos de esquerda ou direita, neoliberais ou conservadores, novas classes sociais são “criadas” pela economia. E retomo a questão: “qual é este ‘povo’ pelo o qual estão lutando? Qual sua classe. Quem, hoje, está ouvindo, compreendendo e dialogando com todos”?

Concluindo: em tempos de lutas, discussões e políticas de igualdade social, nunca vi a criação de tantas siglas políticas diferentes que tentam falar a mesma língua, tantos gêneros sociais brigando por representatividade e tanta gente separada reclamando sem ao menos saber ou entender o que quer.

É claro que a discussão é muito maior. Então, fica aqui esta nota, um pouco desabafada, de minhas posições, definições e opiniões políticas pessoais: ainda em constante aprendizagem.


Marco Buzetto.