10/04/2013

Afinal de contas, quem o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias Marco Feliciano representa?

 
 
Como a maioria sabe, escritor e professor, ateu declarado, heterossexual e branco com descendência européia. Porém, faço parte de uma minoria real: a de ser humano realmente racional, por ser contra todo tipo de contrasenso, e contra, principalmente, a referências criminosas contra homossexuais e grupos étnicos culturais, como, neste caso, afro descendentes. Vamos ao contraponto.
Marco Feliciano
Não vou aqui falar sobre questões partidárias, de quem manda mais, quem representa mais, ou quem tem mais peixes ou tucanos ou quaisquer outros animais nas bancadas do senado brasileiro. É claro que o povo sempre se torna massa de manobra nas mãos de maus políticos. Atento apenas para, além do fato da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Marco Feliciano também possui, supostamente (?), a voz de milhares de evangélicos que compõe a sociedade brasileira. E é neste sentido que o texto se segue.
 
 
Com as últimas declarações do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Marco Feliciano, o que fico a pensar, por exemplo, com a associação do assassinato do músico e ativista político John Lennon, a uma possível vingança de “deus”, e ainda ironizar a questão dos 3 tiros a queima roupa, dizendo cada bala ser representada pela trindade católica, “pai, filho e espírito santo”, além de associações e declarações ainda mais sem fundamento racional de artistas brasileiros, como a última sobre Caetano Veloso, o racismo e a homofobia declarados, acredito que, o referido presidente da Comissão, Marco Feliciano, mesmo utilizando-se do “título” de pastor ligado à comunidades evangélicas, acredito, e quero realmente acreditar, que ele definitivamente não representa, pelo menos, grande parte dos próprios evangélicos que o prestam atenção.

 
Digo isso, pois, analisando de forma racional, declarar, por exemplo, ser lícito o homicídio, independente de quem seja, tendo-se como desculpa as mãos de deus, seja lá de qual crença, é, em sua raiz, declarar que a vida humana não vale absolutamente nada, e que qualquer ser humano pode tirar a vida de outro se assim o interpretar legal perante a bíblia e a alguma divindade.

 
Citei como exemplo que, espero, não ser 100% das comunidades evangélicas favoráveis às declarações incabíveis de Marco Feliciano, pois, isso seria o mesmo que, declaradamente, induzir parte da população brasileira contra outra parte da mesma. Pois, apesar de sua representatividade como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Porém, acredito, o que realmente pode acontecer, é o dito cujo conseguir, aí sim, criar um cisma, ou seja, uma divisão de pensamentos entre as próprias frentes e comunidades evangélicas. Pois, não é possível que 100% do povo evangélico comungue das mesmas opiniões antihumanas nas quais Marco Feliciano se embasa, utilizando como desculpa e fonte de referências a bíblia e o nome do deus cristão.

 

Lembrando que John Lennon foi assassinado por fazer exatamente o que Feliciano está fazendo: gerando polêmica e desconcertando muita gente (apesar de Lennon ser... enfim, não vamos comparar, não é verdade?!).
 
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