27/03/2012

Biografia Política de Monte Alto em 2012 - Parte 2


Acredito que os representantes políticos, eleitos pelo povo, ou seja, representantes do próprio povo, e ainda assim munícipes como qualquer outro, possuem a obrigação de estarem próximos aos seus eleitores. A integração entre política e sociedade não é uma realidade distante. Porém, há muito tempo esquecida. A política não pode aparecer apenas durante candidaturas, durante comemorações eleitorais ou campanhas esporádicas com foco direcionado. Pelo contrário. O Homem é, antes de tudo, um ser filosófico, portanto, político. A participação política da sociedade necessita evoluir intelectualmente assim como fez a humanidade. Pois, o distanciamento de uma em relação à outra torna reconhecível apenas o retrocesso da capacidade do indivíduo em sua participação racional, cada vez mais afastado de seus próprios direitos – e também dos deveres cívicos.



A presença do elemento político no cotidiano do ser humano é fácil de compreender e esboçar. Afinal de contas, tudo o que fazemos desde o início de nossa vida é baseado em princípios políticos de negociação e participação: relações familiares, relações amorosas, amizades, saúde, educação, lazer, trabalho, ações diárias, etc., tudo isso envolve o indivíduo num processo político que, apesar de sê-lo, não o reconhece como tal em sua vida.

Quando a maioria puder compreender, então, que sua participação na vida política local não está fora de sua própria realidade, suas atitudes se tornam modificadoras, e o diálogo entre sociedade e governo contemplam o senso de coletividade que, atualmente, não se vê pelas ruas. Secretários, vereadores, prefeito, vice-prefeito, enfim, todos eles são, antes de qualquer título, munícipes nascidos e componentes da mesma sociedade que aqueles que os elegeram, não devendo se afastar. Pelo contrário, deve-se buscar a integração democrática plena entre um e outro, sociedade e Estado.



Quando o que vemos é o contrário, partimos, então, da necessidade de movimentos sociais, organizadamente, tomarem a frente, e exigirem de seus representantes uma maior participação humana em seus locais. Digo humana para manter o enfoque da participação e representatividade social do Político presente. Do contrário, se este se mantém em um pedestal olímpico fora do alcance dos munícipes, nada se pode fazer em benefício direto da população. O Político deixa de ser um membro local e torna-se apenas uma função específica formalista.

Quanto menos participação integrada entre sociedade e Estado (administração política), maior se torna o abismo entre eles.